Palavra do Leitor

Nova era para o consumidor




Devido à instabilidade no comércio após o fechamento das lojas e as medidas de distanciamento físico para conter o avanço da pandemia, as empresas e os consumidores passaram por diversas mudanças. 

Se, antes, a preferência era realizar compras pessoalmente, com a crise sanitária todos foram ‘forçados’ a comprar pelo e-commerce.

Esse cenário fez com que os lojistas precisassem se adaptar para sobreviver, adotando diferentes processos internos e aderindo à transformação digital, que gerou investimento maior e mais assertivo na entrega de soluções que atendessem às novas necessidades e desejos do público-alvo.

Porém, essa situação foi especialmente difícil para os shoppings, que dependiam quase que exclusivamente do fluxo presencial do público para manter os negócios funcionando. Então, para isso, as lojas precisaram integrar outros modelos de venda e relacionamento com seus clientes.

Entre as medidas utilizadas, destacam-se as parcerias estratégicas, com plataformas de fidelização e empresas que oferecem programas de cashbacks  – sistema em que a pessoa recebe parte do dinheiro de volta em moeda virtual ou pontos para serem usados da forma que achar melhor. 

Outra prática aplicada foi a adoção dos shoppers, profissionais contratados pelos shoppings para adquirir os produtos para o consumidor.

Analisando essas estratégias, é importante ressaltar que a tecnologia foi grande aliada, pois simplificou e melhorou procedimentos, além de apoiar nova cultura de consumo. Os lojistas que conseguiram acompanhar as transformações, colocando tudo isso em prática, puderam notar incremento importante nas vendas.

Isso mostra que os líderes e gestores precisam se manter atentos e atualizados para conseguir se reinventar quando necessário. Eles puderam identificar as mudanças nos hábitos e criar mecanismos para atender às necessidades dos clientes, justamente porque estavam acompanhando as tendências de mercado.

Agora, com o progresso da vacinação em todo o País, o novo desafio será fazer as pessoas voltarem a frequentar as lojas presenciais, mas sem abrir mão das diferentes conexões e soluções que foram desenvolvidas nos últimos tempos. 

Saber como utilizar todos os canais de vendas e ainda manter a proximidade com o público precisam ser prioridades nesse novo momento. Não é missão fácil, mas tenho certeza de que o comércio está pronto para dar esse passo em direção a novo modelo de negócios mais atrativo e inovador.

Leonardo Hermeto da Costa Mendes é gerente da unidade de negócio shopping da empresa Group Software.

Paul Harris – 1

Tenho orgulho de ter lançado o meu primeiro livro na Biblioteca Paul Harris, em São Caetano. Um espaço importante, que se reinventa, como ponto de encontro de escritores, artistas e alunos das escolas públicas e privadas, além de ser uma grande referência sociocultural das cidades do Grande ABC. Mesmo diante de cenários pouco animadores, pelo qual transita a cultura em nosso País, Ana Maria faz um trabalho acolhedor e primoroso. A Biblioteca Paul Harris permite livre acesso aos livros impressos. E, em tempos de pandemia ou não, mesmo com a tecnologia oferecendo as opções dos livros digitais, o livro físico e as bibliotecas continuam desempenhando um papel primordial na disseminação da cultura e do conhecimento. Por isso é inadmissível para um leitor, escritor ou usuário, aceitar e calar-se diante das atitudes absurdas do poder público.

Neli Maria Vieira
Santo André

Paul Harris – 2

Preocupante a reportagem que li neste conceituado jornal, sob o título ‘Tite alocará biblioteca em sala da pasta de Educação’, assinada por Raphael Rocha (Política, 24 de agosto). A proposta da atual administração municipal de São Caetano, de reduzir a Biblioteca Paul Harris ao espaço de uma sala denominada de ‘Casa de Vidro’, no prédio da Secretaria de Educação, seguramente irá prejudicar não apenas seu patrimônio físico, mas também toda a característica do que deve ser uma biblioteca, como um local que recebe estudantes, professores e o público em geral para consultas e diversas atividades que fazem parte do desenvolvimento sociocultural de uma comunidade. Sou jornalista aposentado e escritor, com participação na Academia Popular de Letras, levada a cabo pela equipe de servidores da biblioteca há mais de uma década. Dois de meus livros foram lançados nessa academia, assim como dezenas de outras obras de romancistas, poetas e contistas, somados a apresentações musicais e manifestações de outras artes, fazendo da Biblioteca Paul Harris um dinâmico centro aglutinador de fazedores de cultura e irradiador dessa boa vibração para São Caetano e toda a região. No mais, tenho um carinho especial por essa instituição, situada ao lado do Colégio Estadual Cel. Bonifácio de Carvalho, onde estudei no início dos anos 1970. Dito isso, a tentativa da administração de mudar a biblioteca para espaço menor, com a justificativa de privilegiar apenas o aspecto digital, em detrimento de todo o acervo acumulado em mais de 60 anos e de seu histórico constituirá num grave crime que não podemos permitir. Salvemos a Paul Harris!

Osvaldo Tsutomu Higa
Capital

Discursos golpistas

Como era de se esperar, o presidente Jair Bolsonaro adotou discursos golpistas ontem, tanto em Brasília quanto na Avenida Paulista, ao participar de manifestações organizadas por apoiadores. Ele voltou a atacar governadores, prefeitos, o sistema eleitoral e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), sobretudo Alexandre de Moraes, para o qual dirigiu frase ameaçadora: “Ou esse ministro (Moraes) se enquadra ou pede para sair.” Não ficou claro o que quis dizer com ‘se enquadra’, mas provavelmente seja se curvar aos seus desejos. Afinal, Moraes é responsável, por exemplo, pelo inquérito que investiga o financiamento e organização de atos contra as instituições e a democracia. Com relação à questão eleitoral, novamente quis insuflar a população contra as urnas eletrônicas, as quais afirma que servem à fraude. Se assim é, então sua eleição em 2018 foi fraudada. Ou a urna só é confiável caso ele vença, o que não parece vai acontecer ano que vem?

Lourival Celes de Araújo
Diadema

Palanque?

O que vimos ontem em Brasília foi um presidente usando as comemorações da nossa Independência como palanque, ato político, e gastando o dinheiro público. Quem vai nos ressarcir destes gastos, isto pode? Atacar as instituições, quando devia estar preocupado com nossa economia, e com tantas pessoas passando fome, desempregados e ele vem nos afrontar com estes gastos?

Tania Tavares
Capital

Enganado?

O nobre vereador Glauco Braido, de São Bernardo, em artigo publicado ontem por este Diário, diz que “os liberais”, incluindo ele e seus colegas do MBL, foram “enganados” por Jair Bolsonaro em 2018. Será que foi assim mesmo? Será que o senhor e seus pares acreditaram que um político que se notabilizou por declarações polêmicas, retrógradas e preconceitusoas, mas que em três décadas como deputado jamais teve um projeto aprovado era a melhor opção para comandar o País? Logo vocês que são tão modernos, que defendem valores como liberdade, responsabilidade e têm como princípios a eficiência e a inovação? Neste caso específico, penso em três hipóteses: faltou-lhes informação, sobrou ingenuidade ou vocês, de olho nas oportunidades, foram ‘docemente’ ludibriados pelo capitão golpista.</CW>

João Carlos Silva
Santo André

A realidade

Enquanto o presidente Bolsonaro insiste em arrumar cortinas de fumaça e confusões para esconder seu (des) governo, os brasileiros enfrentam desemprego nas alturas (são mais de 14 milhões), gasolina a R$ 7 o litro, alimentos pela hora da morte e o risco de faltar energia, só para citar alguns dos problemas. Uma situação grave, mas gravíssimo é o chefe da Nação incitar seus seguidores a apoiar que a Constituição seja rasgada.

Alberto Tolentino
Mauá

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