Palavra do Leitor

Importância da educação à advocacia




O futuro da advocacia se revela desafiador. A pandemia da Covid-19 mudou as relações de trabalho e todo o sistema judiciário. Infelizmente, a classe dos advogados foi duramente afetada.
Com as restrições impostas para evitar onda de contágio, os advogados foram impedidos de abrir seus escritórios e exercer a sua profissão. À frente da 38ª subsecção da OAB-Santo André travamos batalha para que todos pudessem ter o direito de abrir seus escritórios. A flexibilização do Plano São Paulo ocorreu de forma gradual e, nas fases mais restritivas, os serviços advocatícios não foram considerados como essenciais. Impetramos mandado de segurança para garantir a reabertura dos nossos escritórios. O Poder Judiciário entendeu a nossa necessidade e autorizou o funcionamento, apesar de a fase mais restritiva estar vigente naquele momento.


A decisão permitiu a retomada do exercício da advocacia em Santo André, mas muitos colegas não suportaram os efeitos da pandemia e acabaram fechando seus escritórios, o que mudou o regime de trabalho dos advogados. Muitos, agora, trabalham em home-office ou voltaram a atuar em escritórios. Por conta desse cenário é que fortalecemos e aumentamos a oferta de cursos da ESA (Escola Superior de Advocacia), entidade da qual sou diretora há muitos anos. Entendemos que a educação e a formação são excelentes caminhos para preparar os advogados para essa nova realidade, muito mais competitiva.


A pandemia pode trazer novos clientes e a carga de trabalho deve aumentar. Quem estiver mais bem preparado vai se destacar e conseguir melhor colocação. Por isso, a ESA é ferramenta importante nesse processo, pois os cursos têm ótima grade curricular e o advogado pode estudar de maneira on-line. Na última semana de agosto, realizamos também a semana jurídica da 38ª subsecção da OAB em Santo André com diversas palestras sobre várias áreas do direito. Foram centenas de colegas que participaram dos nossos encontros e se prepararam ainda mais para o novo futuro que se revela neste momento pós-pandemia.


O trabalho remoto e o avanço dos tribunais on-line são outro ponto de atenção a partir de agora. Nem todos os colegas possuem boa estrutura em casa para montar seu escritório, por isso a Casa da Advocacia está sendo reformada e será feito coworking para os advogados, que também contarão com lounge para troca de experiências e networking. Desafios estão colocados. Nesse mês de agosto, quando comemoramos o Dia do Advogado, reforçamos nosso compromisso com toda a advocacia andreense no sentido de oferecer todo suporte necessário para que todos saiam desta crise o quanto antes.


Andréa Tartuce é presidente da subsecção da OAB em Santo André.


PALAVRA DO LEITOR

Luto
Como grande parte dos moradores do Grande ABC, este Diário também ficou de luto, com a Primeira Página na cor preta e com única chamada publicada em branco: ‘Covid mata 10 mil na região’ (dia 28). Página interna também ficou com fundo em preto e a reportagem e título branco: ‘10 mil vidas ceifadas’, assinada pelo jornalista Anderson Fattori (Setecidades). Muito triste!
Hildebrando Pafundi
Santo André


Paul Harris – 1
Fico imaginando como pode um homem público pretender carregar em sua história a diminuição de uma biblioteca (Política, dia 24). A Biblioteca Paul Harris, em São Caetano, precisa ficar exatamente onde está. Simples assim.
Manuel Messias da Silva Filho
São Bernardo


Paul Harris – 2
Paul Harris, além de biblioteca, é também a sede da APL (Academia Popular de Letras), onde acontecem eventos literários. São lançamentos, encontros culturais, musicais e contação de histórias para estudantes do ensino fundamental. O local é mescla de cultura e educação. Sou integrante da APL. E foi nesses encontros de escritores, no anfiteatro, que aprendi a falar em público. Também, foi nos eventos que conheci vários renomados escritores. Ali, participei de várias palestras e seminários com intelectuais, como Milton Hatoum e José de Souza Martins, sempre com grandes públicos. Foi palco até de aulas de etiqueta japonesa, ministradas pela saudosa Lumi Toyoda. Os munícipes estão preocupados com a mudança da biblioteca para a Casa de Vidro, na Avenida Goiás, pois o espaço não deve comportar todos os livros, que são muitos e muitos. Aos integrantes da APL paira a dúvida: haverá espaço suficiente para os encontros futuros?
Paulo Moriassu Hijo
São Caetano


Paul Harris – 3
Nós, escritores, ao tomarmos conhecimento de que a Biblioteca Paul Harris, em São Caetano, uma das instituições culturais mais dinâmicas do Grande ABC, deixaria de funcionar no espaço atual, externamos a nossa posição: como integrantes da Academia Popular de Letras de São Caetano e frequentadores assíduos dos eventos promovidos pela referida biblioteca, somos testemunhas de que a sede, composta por vários ambientes – a exemplo de sala para o acervo de livros; auditório, onde ocorre desde palestras a recitais; amplo saguão na parte superior, que abrange desde oficinas, lançamento de livros, apresentação de música e dança; exposições de arte, sobrando ainda local para um chá ou um cafezinho de confraternização –, não necessita sair para outras acomodações, que talvez não sejam adequadas a tantas atividades e ao grande número de frequentadores.
Iracema Mendes Régis e
Aristides Teodoro da Silva, Mauá


Outra derrota
As dificuldades na economia levaram a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), organização que reúne todos os bancos, a desembarcar do governo Bolsonaro por não aceitar as medidas adotadas pelo ministro Paulo Guedes. Situação por demais preocupante.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)


Joe Biden
Enfraquecido, perdido, desconcertado e envergonhado. Assim se mostra Joe Biden, o pacifista, que, após sete meses de governo, ressuscitou o Talibã e o Isis, fazendo o terrorismo voltar com toda força e contribuindo para o início do genocídio da população afegã. Desconcertados e envergonhados devem estar também os brasileiros que se regozijaram com a derrota de Donald Trump, o belicista, que evitou confrontos internacionais durante toda sua gestão.
Vanderlei A. Retondo
Santo André


Mirtes
Simplesmente emocionante a reportagem deste respeitoso Diário, orgulho da nossa mídia impressa, intitulada ‘Nem só de notícias se faz o Diário’ sobre a entrevista com a ex-funcionária da empresa Mirtes do Carmo Muniz (Setecidades, dia 29). A jornalista Bia Moço foi feliz em sua narrativa, explorando tópicos da vida da entrevistada que servem de exemplos para muitas empresas deste século XXI. E um tópico dessa reportagem que despertou mais minha atenção foi quando Mirtes diz que saía de casa a pé com seu filho de 5 anos. E, sabem quem ficava cuidando e brincando do garoto enquanto a mãe trabalhava? Um dos donos do Diário, Maury de Campos Dotto. Será que hoje ainda existem empresas ou patrões que se preocupam em tomar conta de filhos de suas funcionárias? Essa mulher é guerreira vitoriosa. Com humildade e suor conseguiu trabalhar para seu sustento e encaminhar aquele menino para boa e honrosa profissão, começando como office-boy, chegando a diretor da mesma empresa. Hoje ele é patrão.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema 

Comentários


Veja Também



Voltar