Palavra do Leitor

Escolas devem acolher o professor




A escola como conhecemos hoje é produto da evolução da sociedade, de novas configurações de trabalho e diferentes necessidades. Seu papel é constantemente questionado, sobretudo na pandemia e no ensino remoto, que fizeram com que pais virassem ‘professores’ e esses precisaram rever conteúdo e forma, acumulando ainda mais funções. 

Como se não bastasse esse dilema e a evidente desigualdade, principalmente entre alunos de escolas particulares e da rede pública – que, em muitos casos, ficaram sem aulas devido à falta de estrutura, acesso à internet e dispositivos –, o desenvolvimento das competências socioemocionais foi significativamente comprometido, até porque o assunto é relativamente novo e faz parte da Base Nacional Comum Curricular desde 2018, quando homologado pelo MEC (Ministério da Educação). Esse problema afeta professores e crianças das redes pública e privada. Embora o foco seja desenvolver as habilidades nos alunos, também é importante considerar o professor. Assim como esperamos que crianças saibam se colocar no lugar do outro, é preciso demonstrar aos mestres que eles serão acolhidos, que saúde mental importa e que suas inseguranças e dificuldades serão superadas, compreendidas e respeitadas. 

O primeiro passo da escola deve ser acolher o professor, ouvi-lo e entender suas angústias e quais são as principais dificuldades que enfrenta no momento, como barreiras com recursos tecnológicos, até a lida com perdas, traumas ou simplesmente incertezas do retorno das aulas presenciais, remotas e híbridas. A partir dessa escuta é possível desenhar estratégias, como palestras e treinamentos, ou ajuda de profissionais da saúde, a depender da gravidade de cada caso, que deve ser avaliado com atenção. 

Embora desafiadora, entendo como positiva a nova relação que se formou entre escola, professor, alunos e famílias. Pais puderam ver de perto como é o trabalho do professor e principalmente a falta que ele e a escola fazem no cotidiano e formação das crianças e dos adolescentes. 

Já os professores conseguiram refletir com mais profundidade sobre a importância de planejar atividades que, intencionalmente, criem espaço para que crianças, pais e responsáveis tenham momentos de qualidade juntos, consigam falar sobre suas emoções, sentimentos e como isso impacta a vida familiar. E, se ‘é preciso uma aldeia para se educar uma criança’, é importante que a escola e todos os agentes dela estejam alinhados para construir o futuro de educação mais empática e humanizada. 

Miriam Sales é formada em pedagogia e atualmente é coordenadora pedagógica da empresa Mind Lab.

Paul Harris

Ainda sobre a mudança da Biblioteca Paul Harris, em São Caetano, lembro que Paris, Nova York, Londres, Curitiba e outras cidades com mentalidade moderna adaptaram com sucesso o acervo físico e histórico em comunhão com novas tecnologias e mídias. Depois de tantos anos, a biblioteca e seus queridos funcionários merecem sim modernização do seu espaço, com ampliação, auditório, novos equipamentos. Alocá-la no ‘quarto de dispensa’ ao lado é um despropósito é regressão clara. 

Marcos Eduardo Massolini
São Caetano

Cada um na sua 

Sobre a carta da leitora Sheila Mamede (Coincidências, dia 23), digo que moro em condomínio em São Bernardo que está cheio de pessoas, e o que cada uma faz da sua vida é problema dela.

Ailton Lima
São Bernardo

Atrapalha

Sim, Bolsonaro atrapalha o projeto ‘América Latina de Socialismo do México até a Argentina’. Fazem parte do ‘clube’, entre outros, Argentina, Bolívia, Chile, Peru, Venezuela e a ‘ilha-presídio Cuba’ – de onde parte todo o comando. Sem o Brasil – grande, rico e populoso – para bancar as contas, como fez a patota do desgoverno anterior, é inútil, pois o socialismo não cria nada, destrói o que foi feito e socializa a miséria. Junte povo sem memória, Congresso fraco, STF (Supremo Tribunal Federal) mais que parcial, PT e seus genéricos. E os setores da Igreja que apoiam o socialismo? Apoiam os que têm como meta destruir a religião, a família tradicional. Bolsonaro é perseguido desde que foi eleito, pois é a única barreira que impede de nos entregarem para o ‘clube’ e mudar o nome do País para ‘Brasuela’.

Paride Pellicciotta
Santo André

Deseducação – 1 

O ministro Milton Ribeiro, que infelizmente está à frente da Educação, mais uma vez defendeu que crianças com deficiência não estudem na mesma escola de outros estudantes. Ele diz que essas crianças atrapalham na aprendizagem das outras. Ministro, você é só mais uma pessoa errada, no lugar errado e de governo errado, do avesso, que parece fazer questão de dar cargo a gente como você. Na verdade, você é quem atrapalha a educação no Brasil. Cale-se! 

Honorato Gomes
Mauá

Deseducação – 2 

Outra história para a gente odiar ainda mais o presidente que aí está. O seu ministro da Educação disse que crianças com deficiência nas escolas públicas que têm grau que as impede de ter convívio com as demais. E ele comparou-as com atletas paraolímpicos, e destacou que não teriam condições de acompanhar aos demais estudantes porque estão ‘cegas, surdas e têm algum grau de autismo’, ou seja, desrespeitou todo mundo. Saiba, ministro, que essas pessoas são muito queridas – coisa que o senhor não é –, merecem nosso carinho e respeito e são sempre bem-vindas em qualquer lugar, a hora que elas quiserem. Como sujeito que assim pensa pode ter alto cargo no Brasil? Revoltante! 

Suzelaine Morgado
São Caetano

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