Setecidades

Grande ABC descarta ‘passaporte da vacina’




Prefeitos das sete cidades da região se reuniram ontem em assembleia no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e descartaram por unanimidade a implantação do ‘passaporte da vacina’, além de decidirem por estender as restrições de horário e ocupação ao comércio até 15 de setembro – a exceção neste caso foi São Caetano, que segue integralmente o Plano São Paulo, elaborado pelo governo do Estado, e já decretou o fim da pandemia sem restrições aos estabelecimentos.

O ‘passaporte da vacina’ é uma espécie de documento que seria exigido por bares, restaurantes e shoppings para dar acesso aos clientes que já estivessem protegidos com pelo menos uma das doses dos imunizantes contra a Covid. A ideia surgiu segunda-feira na Capital, foi anunciada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), mas causou polêmica e protestos, perdeu força durante a semana e agora se tornou opcional na cidade de São Paulo.

“Não vamos implementar essa obrigatoriedade do ‘passaporte da vacina’, no entanto, vamos trabalhar com campanhas educativas com os estabelecimentos comerciais para que eles informem aos seus clientes sobre a importância da vacinação para frequentar esses locais”, declarou o presidente do Consórcio e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB).

Sobre as restições aos estabelecimentos, em cinco cidades da região, Santo André, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, o funcionamento está permitido das 6h à meia-noite e com 80% de ocupação. Já em São Bernardo, a Prefeitura decidiu ser ainda mais rigorosa e liberou o funcionamento dos estabelecimentos das 6h às 22h, com tolerância até as 23h e 60% de ocupação da capacidade. A administração são-bernardense disse, por meio de nota, que vai avaliar na próxima semana se irá manter as restrições.

“O uso de máscara segue obrigatório e vamos proibir aglomerações para que a gente mantenha a pandemia sob controle, continue evoluindo na vacinação e não passe para as pessoas, para a sociedade, a ideia de que a pandemia acabou com uma liberação geral”, comentou Paulo Serra. “É muito importante continuar se cuidando, até porque, a variante delta tem mostrado aumento no número de casos em outras regiões do País e no mundo e por isso decidimos por cautela manter essas restrições (ao comércio) até o dia 15 de setembro”, finalizou o tucano. 

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