Política

PTB expulsa Fernando Rubinelli por apoio a Marcelo Oliveira




O diretório estadual do PTB expulsou o secretário de Serviços Urbanos de Mauá, o ex-vereador Fernando Rubinelli, sob alegação de descumprimento de orientação partidária para evitar apoios a partidos de oposição ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). No ano passado, o PTB da cidade deu suporte à candidatura do hoje prefeito Marcelo Oliveira (PT).

Carta assinada nesta quinta-feira (26) pelo presidente paulista da sigla, Otávio Oscar Fakhoury, diz que Fernando ignorou o artigo 114, incisos 8º e 11º do estatuto do partido. A legenda foi a única legenda a apoiar Marcelo no primeiro turno, quando o petista era apontado como azarão na corrida eleitoral do ano passado. O suporte do PTB foi decisivo para o petista ir ao segundo turno – superou a candidatura de juiz João Veríssimo (PSD) por diferença de menos de 700 votos. Na etapa final, Marcelo venceu o então prefeito Atila Jacomussi (SD).

Às vésperas da eleição, o presidente nacional do PTB, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, baixou normativa proibindo alianças políticas com partidos rivais do bolsonarismo, entre eles o PT. A cúpula chegou a acionar a Justiça Eleitoral para cancelar a parceria entre as siglas em Mauá. Para evitar conflitos, o diretório local apoiou informalmente Marcelo.

“Entendo e respeito a decisão do PTB, até pelo direcionamento que vem tomando. Lamento, pois, trabalhei na construção do partido na cidade. Mas neste momento, estou focado em ajudar o prefeito Marcelo Oliveira do ponto de vista técnico em serviços urbanos e político em seus projetos”, comentou Fernando. Ele é filho do ex-deputado federal Wagner Rubinelli, atualmente secretário de Administração do governo petista.

O futuro do clã Rubinelli ainda é incerto. Dentro do núcleo governista, há o entendimento que o suporte do grupo foi essencial para o triunfo, uma vez que a legenda registrou 10 mil votos na chapa proporcional – e elegeu um vereador, Jairo Michelângelo.

No fim do mês passado, Jefferson (atualmente preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal), havia destituído do diretório do PTB em Mauá. O presidente da legenda era Wagner Rubinelli. 

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