Palavra do Leitor

Educar para a laboriosidade




No dia 19 de março de 21, quinto aniversário da publicação da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, sobre a beleza e a alegria do amor familiar, o papa Francisco inaugurou o Ano Família Amoris Laetitia, que encerrará no dia 26 de junho de 2022 no 10º Encontro Mundial das Famílias em Roma. É, portanto, tempo oportuno para reflexão a respeito da educação dos filhos no que se refere à virtude da laboriosidade, para que, desenvolvendo seus talentos, sejam responsáveis, comprometidos, constantes e levem a sério o trabalho profissional na vida adulta. A Constituição Federal, em seu artigo 7º, inciso XXXIII, prevê que é proibido o trabalho profissional aos menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz. No entanto, a educação para o trabalho ocorre de forma permanente no ambiente familiar, devendo começar bem cedo.


Encontramos em diversas páginas eletrônicas e também nos livros inúmeras recomendações dos serviços domésticos que os pais podem atribuir aos filhos em cada faixa etária. Isso pode ajudar a incutir o espírito de serviço e de prontidão, favorecendo o sentimento de pertença ao lar e afastando a sensação de mera hospedagem. A educação para o trabalho pressupõe a educação para o estudo, para que os filhos exercitem a concentração, a disciplina, a ordem, a paciência e tantas outras virtudes necessárias em bom profissional. São Josemaria Escrivá, canonizado em 2002 e intitulado o santo do cotidiano, ensina que ‘para a grande maioria dos homens, ser santo significa santificar o seu próprio trabalho, santificar-se no trabalho e santificar os outros com o trabalho, e assim encontrar a Deus no caminho da vida’.


Deste modo, o trabalho é o caminho trilhado pelos homens para o sustento de suas famílias, proporcionando um bem para a coletividade, mas também, por meio dele, ser a realidade cotidiana por meio da qual um dia chegaremos ao céu.


Os evangelhos denotam que Jesus Cristo trabalhava na carpintaria com São José e lá deviam trabalhar com capricho e cuidar dos detalhes, além de planejar a rotina e estipular os preços; prezavam pela pontualidade e o cumprimento dos prazos para as encomendas; suavam e ao fim do dia podiam descansar. Ademais, Jesus procurou seus apóstolos entre homens acostumados ao labor, alguns deles pescadores que varavam a madrugada num trabalho duro. Trabalhar bem e intensamente e ensinar aos filhos a importância de se evitar a preguiça e o desleixo são desafios de todos os pais. Aos pais, neste ano da família, entre tantos desafios que temos, o olhar para a educação para a laboriosidade é algo que contribuirá para mundo melhor.


Carlos Roberto Pegoretti Júnior é advogado e pai de três filhos.


PALAVRA DO LEITOR

Adeus, Saulo Leite
Saulo, mais um amigo que parte nesta curta e ilusória jornada da vida. Amigo deste Diário, da Prefeitura, de aposentados, de conversas jogadas fora. Tão bom! A amizade que une, separa e reúne por caminhos quase sempre não retos, inimagináveis. Obrigada, querido amigo. Querido José Saulo Pereira Leite.
Eurica Sisman
São Bernardo

Inadequados
A reunião dos governadores definiu posicionamento coerente, confirmando a importância do respeito e entendimento entre os poderes da República. Recado claro ao presidente do Brasil. Será que ele vai entender que não pode continuar com seus pronunciamentos inadequados?
Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Justiça seletiva
‘Vou colocar o exército do MST nas ruas.’ – Luiz Inácio Lula da Silva. ‘Se eu for preso levo todo o STF junto.’ – Luiz Inácio Lula da Silva. ‘Vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição.’ – José Dirceu. ‘Erros nossos, como foi a facada ao Bolsonaro.’ – José Dirceu. E o terrorista é o Sérgio Reis! Brasil, o País da Justiça seletiva!
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Barulho no polo
Novamente vem ao destaque os transtornos do polo petroquímico (Setecidades, dia 19). Desta vez o barulho foi insuportável, em minha casa no bairro Homero Thon, a cerca de quatro quilômetros – em linha reta. As janelas trepidavam e explosão parecia iminente. Mas o que irrita mesmo nisso tudo é a mesmice da empresa: ‘Sabemos do incômodo. Conversamos internamente e há investigação para descobrir a razão do ruído’. Ora, há legislação a cumprir, há órgãos municipais, estaduais e federais pagos por nós para cuidar disso. Pouco importa a apuração ou a opinião da empresa. A Cetesb – principal responsável – tem orçamento anual de cerca de R$ 530 milhões. Quer dizer que é o infrator quem vai apurar as responsabilidades? Claro que vão concluir que não são culpados. Ademais, a Cetesb informa que já aplicou multas em abril, totalizando cerca de R$ 900 mil. Somente a Braskem faturou, em 2020, R$ 54 bilhões. É preciso acrescentar que a legislação não permite a aplicação de multas com objetivos de arrecadação. Não sanada a irregularidade o órgão responsável tem que paralisar a atividade.
Evaristo de Carvalho Neto
Santo André

Desinformado
Em relação à carta do leitor João Silva (Tanques nas ruas, ontem), o comboio com veículos blindados, armamentos e outros meios da Força de Fuzileiros da Esquadra, que partiu do Rio de Janeiro, passará por Brasília. O destino final é o CIF (Campo de Instrução de Formosa), onde é feito anualmente, desde 1988, grande treinamento da Marinha, a chamada Operação Formosa. Para os desinformados está aí a justificativa e não ouvi falar. Brincadeira é falar do que não sabe! Parabéns, militares!
Ailton Lima
São Bernardo

Para lembrar
O STF (Supremo Tribunal Federal) que considera Sérgio Reis, 81 anos, um dos maiores perigos à Nação e a democracia, é o mesmo que soltou André do Rap pela porta da frente da prisão, José Dirceu, Lula e companhia – todos inocentes, não é mesmo? Está sentado, há anos, em quase duas dezenas de processos contra Renan Calheiros, que não tem moral alguma para posar de ‘salvador da Pátria’. Permitiu Aécio Neves ser deputado por Minas Gerais. Acabou com a Lava Jato – o que de melhor havia surgido nas últimas décadas no combate à corrupção etc. Não concordo com ameaças, agressões físicas nem tampouco com invasões ao STF, Congresso ou qualquer instituição. Agora, o STF e a classe política têm que abrir os olhos e saber que o povo brasileiro acordou e está de olho neles. Precisam saber que ‘todo poder emana do povo’. O que o STF vem fazendo desde a manutenção dos direitos políticos de Dilma, quando apeada do poder em 2016, diferentemente do que ocorrera com Collor anteriormente, é afronta ao povo brasileiro e ameaça à democracia.
Mauri Fontes
Santo André 

Comentários


Veja Também



Voltar