Setecidades

Pandemia faz aumentar em 32% produção de lixo hospitalar



A pandemia da Covid-19 fez aumentar em 32,3% a quantidade de lixo hospitalar produzido pelas cidades do Grande ABC na comparação da média mensal de 2021 com a de 2019, quando a crise sanitária ainda não estava instalada. Levantamento realizado pelo Diário junto às administrações do Grande ABC mostra que houve acréscimo no volume do descarte de dejetos hospitalares em todos os municípios, principalmente em Santo André, São Caetano e Ribeirão Pires, que criaram hospitais de campanha para dar conta da demanda durante a pandemia.

De acordo com dados oficiais fornecidos pelas prefeituras de Santo André, São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires, em 2019, último ano antes da crise sanitária, foram recolhidas 3.090,23 toneladas de lixo hospitalar, ou seja, média de 257,51 toneladas de dejeto por mês. Já nos primeiros sete meses de 2021, foram coletadas 2.386,03 toneladas de lixo hospitalar, o que representa 340,86 toneladas por mês.

As administrações de São Bernardo e Mauá não informaram o número consolidado de lixo hospitalar recolhido. O governo são-bernardense reportou, no entanto, que de 2019 para 2020 houve elevação de 22,7% no índice da coleta de dejetos e que a projeção para este ano é que haja aumento de 6,5%. Mauá apontou que houve alta na média de cinco toneladas por mês no recolhimento dos dejetos entre 2019 e 2020. Rio Grande da Serra não respondeu à demanda do Diário.

São Caetano foi o município da região que apresentou o maior acréscimo de lixo hospitalar coletado de 2019 para 2021: alta de 50%. Em 2019 inteiro, a cidade recolheu 723 toneladas de lixo, enquanto nos primeiros sete meses de 2021 esse número foi de 634,5 toneladas. Desta forma, por mês, São Caetano coletou cerca de 60 toneladas em 2019, enquanto que, em 2021, esse número foi de 90 toneladas.

Santo André, por sua vez, viu a coleta de lixo hospitalar ser elevado em 25%. Em 2019, o município recolheu, ao todo, 1.668 toneladas do dejeto, o que representa, por mês, 139 toneladas. Já em 2021 o total de lixo produzido nos hospitais chegou a 1.228 toneladas, o que significa 175 toneladas por mês nos sete primeiros meses deste ano.

Para o professor da Universidade Metodista e consultor na área de saneamento e resíduos sólidos Carlos Henrique de Oliveira, o lixo hospitalar, ainda mais em período de pandemia e que pode estar infectado, precisa ser tratado com ainda mais cuidado. “Todo material pode ter risco biológico. Touca, máscara, luvas, avental, tudo que foi utilizado no tratamento de um paciente (com Covid) deve ser encaminhado para tratamento específico”, declarou o professor. “O manejo dos resíduos hospitalares segue normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), da vigilância sanitária. Todos os equipamentos de saúde devem seguir estas normas no descarte deste tipo de lixo”, emendou. 

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