Política

Helcio minimiza papel de articulador de Marcelo




Recém-alçado à condição de chefe de gabinete do prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), o ex-deputado e ex-vice-prefeito da cidade Helcio Silva (PT) evitou o rótulo de figura que azeitará de vez a relação entre governo e Câmara, que sofre solavancos desde a vitória do petista, em novembro.

Helcio, que também foi vereador e presidente da Câmara, elogiou o trabalho do secretário de Governo, Leandro Dias (PT), e do titular de Planejamento, Rômulo Fernandes (PT), destacados por Marcelo no primeiro semestre para a interlocução dos poderes. Houve muita crítica dos parlamentares com relação à dupla e, nos bastidores, o nome de Helcio surgiu como forma de pacificar o debate.

“Eu apenas acompanharei. O trabalho da relação política é feito pelo Leandro e pelo Rômulo, e tem sido muito bem conduzido, da melhor qualidade. Eu vou acompanhar porque essa é a função do chefe de gabinete. Era algo que a própria Emerich fazia. Nada muda”, comentou Helcio, em referência à sua antecessora na função, Maria Emerich Ferraz, indicada para ouvidoria.

O ex-vice-prefeito esteve na semana passada na sessão, em sua estreia na chefia de gabinete em uma plenária. Acompanhou as ações em um dia no qual a pauta trazia vetos do prefeito a projetos de lei de vereadores. O pequeno contratempo ficou relacionado à votação do veto do projeto do vereador Leonardo Alves (PSDB) sobre exigência de publicação da lista de espera por vagas em creche em Mauá. O veto foi mantido por um voto, placar que o governo não esperava – aguardava margem mais folgada.

Para Helcio, as intercorrências do primeiro semestre “são naturais”. “Todo começo é meio turbulento, é começo de governo, as acomodações vão acontecendo. Hoje a relação é bem melhor, é claro, até pelo trabalho feito pelo Leandro e pelo Rômulo”, discorreu. Na etapa inicial de gestão, Marcelo perdeu o comando da Câmara – Zé Carlos Nova Era (PL) se elegeu presidente à revelia do Paço – e foi superado em votações importantes, como o congelamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que Marcelo era contra, mas viu o Legislativo bancar.

A relação de Helcio e Marcelo é antiga. Então sindicalista e metalúrgico na GM (General Motors), Marcelo se aproximou de Helcio no mandato de vereador do aliado. Ficaram amigos e compuseram o mesmo grupo político no PT. O atual chefe de gabinete declarou ser “honra” participar do governo de Marcelo e que, no cargo, vai agir conforme a responsabilidade atribuída. “Chefia de gabinete é cumprir determinações e tarefas que o prefeito designa. Fazer a política do prefeito.”

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