Política

Foi falha ou soberba, alfineta Clóvis Volpi sobre contas rejeitadas de Kiko na Câmara




O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), descartou ter interferido na votação que rejeitou as contas de 2017 do ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB). “(Vejo que) Foi falha ou soberba. Poderia chamar assim, achou que estava tudo certo”, avaliou o liberal. O balancete do primeiro ano do ex-chefe do Executivo à frente do Paço foi revertido e rejeitado na Câmara, na sessão de quinta-feira, que acompanhou análise da comissão de finanças da casa – orientando pela reprovação –, em que pese o parecer favorável, com ressalvas, do TCE (Tribunal de Contas do Estado).


Foto: Denis Maciel

“É preciso respeitar decisão da Câmara. O parecer do TCE não é definitivo, mas consultivo, serve para análise. Pelo que ouvi do vereador (Sargento) Alan (PL) tem cinco, seis pareceres contraditórios (de órgãos técnicos internos do tribunal, indicando parecer negativo), que depois não foram levados em consideração pelo relator final. Só havia seis de oposição a ele, que nós elegemos. Portanto, ele tinha 11 disponibilizados, que poderiam o ajudar na votação. Ele só conseguiu cinco.” O placar foi de 12 votos a cinco pela rejeição.

Kiko necessitava de apenas seis votos para assegurar êxito no Legislativo. “Pode ser que ele tenha destratado, ferido, alguma suscetibilidade de (então candidatos a) vereadores durante a campanha. Ou até ser margem de erro ou que tenha se sentido extremamente seguro. Houve muito mais falha do Kiko do que qualquer outra situação”, pontuou.

O tucano mostrou indignação com a postura de ex-aliados, adiantando que entrará com medida judicial. “Alguns foram eleitos graças a mim, a outros dei espaço (no governo) e agora se rebelam em comportamento desleal. Para esses fica o recado: quem não tem gratidão, não tem caráter.” O Diário apurou, contudo, que o resultado da decisão se deu em represália à condução de Kiko na ação interposta contra o atual prefeito em que o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) aceitou pedido, no fim de julho, para cassar o diploma de Volpi, sob alegação de que o liberal teve reprovadas as contas de 2012 e estaria enquadrado na Lei da Ficha Limpa – o chefe do Paço recorre da decisão na cadeira.

Apesar de negar envolvimento na articulação, o atual prefeito considerou que viu justiça na avaliação final do Legislativo, presidido pelo filho Guto Volpi (PL). “A Câmara fez o que deveria fazer, análise mais justa, e concordo com os vereadores (na votação). Acredito que o Kiko deixou muito a desejar nos quatro anos”, justificou o prefeito. “(Ele) Deixou a cidade com R$ 329 milhões de dívidas. Deste valor, R$ 83 milhões de restos a pagar. Disso, R$ 45 milhões do Instituto de Previdência, que, se não pago, não tenho as emendas. Tive que fazer jogo grande para recuperar a economia do município, tomar decisões terríveis. Então, não há nada que tenha sido feito erroneamente pela Câmara.” 

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