Política

Após pedido de devolução, Câmara ataca Claudinho



Na primeira sessão depois que o prefeito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (PSDB), pediu a devolução do prédio da Câmara, sobraram ataques ao tucano nas mais variadas frentes do governo.

As críticas começaram com a indicação do ex-vereador e ex-secretário Admir Ferro (PSDB), de São Bernardo, para gerir a pasta de Educação em Rio Grande. Ferro herdou a vaga da vice-prefeita Penha Fumagalli (PTB), que rompeu politicamente com Claudinho.

Irmão da vice e presidente da casa, Charles Fumagalli (PTB) questionou se na cidade não existia profissional competente para gerir o setor. “Por que recorrer a uma pessoa que não conhece a cidade? Além disso, a Penha não recebia dois salários, acumulava os serviços por um só salário. Agora teremos de pagar mais um secretário. Não temos um secretário que conhece a rede e vamos onerar ainda mais os cofres públicos”, disparou.

A frase foi acompanhada pelo oposicionista Marcos Costa, o Tico (DEM). “Eu também acredito que temos gente competente na cidade. Falar em municipalização mostra que ele desconhece a realidade de Rio Grande”, comentou Tico, ao citar o plano de Ferro em municipalizar ao menos o ensino fundamental 1.

Depois, a casa discutiu sobre um inquérito policial instaurado para investigar a conduta de um médico que atuava na rede municipal – o profissional teria forjado a carteirinha do CRM (Conselho Regional de Medicina). Claudinho Monteiro (PTC), Tico e Charles se revezaram nas críticas. “Estamos vivendo um governo omisso”, comentou Tico.

Alguns vereadores usaram a tribuna para defender a apuração e isentar Claudinho da Geladeira no episódio do suspeito médico falso. Elias Policial (Podemos) e Marcelo Akira (Podemos) enalteceram o trabalho da Polícia Civil em busca de esclarecer os fatos. “O prefeito não tem culpa. Quem tem culpa nisso é a terceirizada contratada”, avaliou Akira.

Sobre a possibilidade de devolução do prédio da Câmara, a bancada de oposição desafiou Claudinho a enviar projeto de lei que revoga o comodato assinado em 2019 – válido por dez anos –, que selou a parceria entre Executivo e Legislativo para utilização do espaço. O tucano diz que quer utilizar o prédio para transformar em centro educacional. 

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