Cena Política

Carla segue os passos de Morando na postura




O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), nos tempos em que era deputado estadual, era conhecido por atravessar pautas e eventos de outros colegas. Não era raro ele surgir em outros municípios, postar-se ao lado do governador ou secretário de plantão e, depois, espalhar que a conquista havia sido intermediada por ele. Ao que parece, sua mulher e deputada estadual Carla Morando (PSDB) decidiu trilhar a mesma estratégia política. Nesta semana, dois episódios escancararam a tática da tucana em cotovelar as demais autoridades para se colocar como a principal figura articuladora do benefício. Em Diadema, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciou a abertura da Rede Lucy Montoro e a chegada de unidade da Rede Bom Prato para a cidade. Ela não apenas disse que os projetos foram sugestões dela como se posicionou ao lado de Rodrigo, deixando o prefeito José de Filippi Júnior (PT) relegado à esquina da foto oficial. Ontem, em São Caetano, a cena se repetiu. Ela apareceu ao lado do secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, e trouxe a tiracolo o ex-prefeiturável oposicionista Fabio Palacio (PSD), para revolta da classe política de São Caetano.

BASTIDORES

Nomeações
Servidores de São Caetano estranharam as nomeações de Michelle Gomes de Pinho como assessora da Secretaria da Educação, de Erika Fleming Silva como enfermeira na pasta da Saúde e de Kissila Cristina Santos, na TB Serviços (terceirizada contratada pela Prefeitura). O trio é desconhecido do meio político da cidade. Alguns desses funcionários desconfiados foram apurar a origem da indicação das três mulheres e voltaram com o retorno de que Michelle, Erika e Kissila chegaram ao Palácio da Cerâmica na cota pessoal de indicações do prefeito Tite Campanella (Cidadania).

Semente
Na sessão de ontem na Câmara de São Bernardo, circulou o boato de que a irmã do prefeito Orlando Morando (PSDB) e gestora do Fundo Social de Solidariedade da cidade, Márcia Morando, poderia ser candidata a deputada federal se o chefe do Executivo se viabilizar como vice na provável chapa encabeçada por Rodrigo Garcia (PSDB) na corrida ao governo do Estado. A semente plantada junto à base sensibilizou alguns, mas não a maioria. Teve vereador que disse ser improvável que Márcia dobre com a cunhada, a deputada estadual Carla Morando (PSDB).

Falta de quórum
Por falar na Câmara de São Bernardo, chamou atenção o fato de a CPI da OAS não ter atingido o quórum na reunião ordinária de ontem. Só quatro vereadores compareceram – Paulo Chuchu (PRTB), Gordo da Adega (Republicanos), Ana Nice (PT) e Mauricio Cardozo (PSDB), que preside o bloco.

Sem CPI
O vereador Ricardo Alvarez (Psol), de Santo André, lamentou o fato de não ter conseguido assinaturas suficientes para instalar a CPI da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), para apurar se houve aumento abusivo nas contas de água. Eram necessários sete votos. O parlamentar coletou seis assinaturas.

Encontro
Mais uma vez os prefeitos petistas da região, Marcelo Oliveira (Mauá) e José de Filippi Júnior (Diadema), estiveram com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Estiveram ainda no encontro o presidente paulista do partido e ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, o ex-prefeito paulistano e potencial candidato da sigla ao governo do Estado Fernando Haddad, o deputado federal Alexandre Padilha e prefeitos da legenda no Interior.

Manifesto
Recentemente esta coluna mostrou que a Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) elaborou manifesto contra o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, valor definido na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) desenhada pelo governo federal. Outras autoridades assinaram o documento. Entre elas, Andrea Tartuce, presidente da subsecção de Santo André da OAB. 

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