Política

CPI da OAS em São Bernardo convoca Marinho



A CPI da OAS aprovou a convocação do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), para interrogá-lo sobre a citação de seu nome por parte de outros depoentes da comissão na Câmara de São Bernardo. A oitiva está agendada para sexta-feira, às 14h.

O pedido foi avaliado na manhã de ontem. O Diário apurou que desde o fim de semana a possibilidade de chamamento de Marinho era cogitada, até por pressão do prefeito Orlando Morando (PSDB).

Conforme o relator da CPI, vereador Julinho Fuzari (DEM), o petista precisa esclarecer as acusações de que seu governo recebeu propina da OAS para construção de grandes obras na cidade, em especial o Piscinão do Paço.

“O Léo Pinheiro (ex-dono da OAS) disse que tratou diretamente com o Marinho e com o Lula (o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT) sobre o piscinão. Falou em pagamento de propina. O mesmo fez José Ricardo Breghirolli (ex-diretor da empreiteira), que falou em pagamento de caixa dois na casa dos R$ 20 milhões. São pontos que ele precisa falar”, considerou o democrata.

A bancada governista aproveitou a ausência da vereadora Ana Nice (PT) na reunião para passar o requerimento de convocação de Marinho sem contratempo. Ana Nice acompanhou protesto contra a desapropriação de famílias na Vila Sabesp, região do Areião.

Presidente da CPI, Mauricio Cardozo (PSDB) citou que a convocação de Marinho se justifica para que ele possa esclarecer as ilações de crime político na relação com a OAS. “Na parte técnica, pouca coisa diverge. Por isso que temos de focar na parte política.”

OITIVAS
Antes da convocação de Marinho, a CPI ouviu Marcos Erani, da TCRE Engenharia, empresa que prestou consultoria para construção do piscinão. Ele relatou que não participou do processo de elaboração, contradizendo o funcionário público Brasil Rodrigues dos Santos, que havia garantido que a TCRE havia desenhado a concorrência.

À tarde, o ex-secretário Tarcisio Secoli (PT), de Coordenação Governamental e de Serviços Urbanos, conversou com os vereadores. Assim como os ex-titulares da gestão Marinho que compareceram na segunda à CPI, ele se limitou a explicar detalhes técnicos do projeto, dizendo que não sabia de relação política.

Marinho não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar sua convocação a depor.

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