Setecidades

A cidade pensada. E recriada em vídeos.




A turma do terceiro semestre de comunicação social da Universidade Municipal de São Caetano (jornalismo, publicidade e RTV – Rádio e TV), foi dividida por bairros. Como pauta, produzir documentários de até dez minutos cada sobre a comunidade de São Caetano. Verdadeiras preciosidades nasceram daquela experiência.

Era 2016. Neste ano de 2021, o projeto de cinco anos atrás começa a integrar esta Semana São Caetano, e o primeiro desafio da página foi procurar os professores que propuseram o trabalho.

Dos professores para os alunos, hoje profissionais no mercado de trabalho, encontramos uma receptividade imensa. Comecemos pelos mestres.

Cinco anos depois...

Texto: Arquimedes Pessoni

Como dizia José Saramago “É preciso sair da ilha para ver a ilha...”.

Olhando em retrospectiva a experiência de cinco anos atrás, quando propusemos aos alunos que reportassem as histórias dos bairros de São Caetano, posso verificar a diferença que podemos fazer na construção de futuros profissionais.

Por meio de uma atividade prática, que necessitou que os estudantes saíssem da sala de aula, conversassem com pessoas dos bairros, buscassem conhecer a história de cada local e, depois, transformassem toda essa experiência em um produto jornalístico, acredito que a formação profissional – e pessoal – daqueles jovens estudantes – hoje profissionais no mercado – deve ter tido um verdadeiro ‘upgrade’

Hoje, revendo os diversos vídeos que deixaram no Youtube para a comunidade, dá para perceber a verdadeira contribuição que deram não só para si mesmos na construção profissional, mas também para os interessados nas histórias dos bairros de São Caetano.

Foi uma ação em que todos ganharam: os professores, por terem orgulho de ver o conhecimento sendo incorporado e transformado em produto jornalístico; os alunos, que colocaram a mão na massa e vivenciaram a experiência do dia a dia da profissão; a USCS, que teve seu nome ainda mais ligado à comunidade são-caetanense e, por fim, a população e internautas, que puderam conhecer histórias até então desconhecidas desses bairros da cidade.

Hoje, na condição de professor aposentado da instituição, posso afirmar categoricamente: recordar é viver!

Uma festa inesquecível

Texto: Priscila Perazzo

Muitas coisas acontecem em um período de cinco anos. A criança muda de fase de modo significativo de cinco em cinco anos. Um país pode se desenvolver, extraordinariamente, em cinco anos. Nossos cabelos podem ficar absolutamente brancos em um período de cinco anos.

Um estudante universitário se torna profissional em cinco anos. Faz cinco anos que realizamos essa atividade científico-pedagógica na USCS, com a turma do terceiro semestre de comunicação social. Propusemo-nos a investigar as características mais marcantes dos bairros de São Caetano. E nesse propósito, fomos encontrando diversas lembranças das pessoas, das mais velhas e, mesmo, das mais novas.

Pudemos reconstruir as histórias, relembrar as possibilidades de desenvolvimento da cidade e, sobretudo, registrar caminhos, tanto das rotas dos bairros quanto das trajetórias desses estudantes.

Terminamos o semestre e apresentamos os trabalhos numa verdadeira festa! Uma feira de memórias e histórias dos bairros de São Caetano. E tudo isso foi registrado pelas lentes e pelas páginas de Ademir Medici, que brindou nossos estudantes de jornalismo, televisão, rádio, publicidade... à época, cada qual com uma coluna Memória, no Diário do Grande ABC.

Dever cumprido

Texto: Luciana Patara

É uma grande honra relembrar um trabalho que, mesmo após cinco anos, com tantas mudanças que o mundo todo passou e que não ficamos ilesos, continua atual. 

Trabalhar com memórias tem essa vantagem, é atemporal para quem lê. Sabe-se lá onde estarão estes alunos hoje, já formados e colegas de profissão. O que sabemos é que um trabalho desta profundidade certamente contribuiu para que hoje sejam cidadãos melhores, mais atentos às peculiaridades de sua cidade e mais respeitosos à memória local. 

E assim, no papel de professores universitários e apaixonados por nossa São Caetano, ficamos com a sensação de dever cumprido!

Em 30 de julho de...

1876 – Falece o encarregado do serviço de máquinas no Alto da Serra (Paranapiacaba), sr. Howard, provavelmente vítima da febre amarela que grassava em Santos.
1886 – Pedro Braido nasce em Cordigliano, província de Treviso, Itália. Sua mãe, Ágata Coan, falece durante a dieta e no ano seguinte o pai, Giovanni, vem para o Brasil com o filho e fixa-se no Núcleo Colonial de São Caetano. Aqui, Pedro foi oleiro, comerciante e autonomista.
A história completa é uma das mais comoventes já publicadas pela revista Raízes, em artigo assinado por Geraldo Braido (ed. Julho 1991).
1991 – Governo federal libera cruzados bloqueados: tempo do presidente Collor e da moeda brasileira que não vencia a inflação galopante.

Municípios Brasileiros

- Aniversariam em 30 de julho: Baianópolis, Cardeal da Silva, Ichu, Itanagra, Manoel Vitorino, Muniz Ferreira, Planaltino, Rodelas, Sebastião Laranjeiras e Várzea do Poço (Bahia); Ceará-Mirim (Rio Grande do Norte); Curvelo (Minas Gerais); Matrinchã (Goiás); e Sant’Ana do Livramento (Rio Grande do Sul).

Santos do Dia

- Pedro Crisólogo (380+450 ou 451). Escreveu 176 homilias de cunho popular.
- Everaldo Hanse
- Maria de Jesus Sacramentado Venegas
- Leopoldo Mandic

Diário há meio século

Sexta-feira, 30 de julho de 1971 – ano 13, edição 1600
Manchete – Lua recebe hoje mais dois astronautas americanos.
Santo André – Sérgio Cyrino é o novo secretário municipal de Justiça. Substitui a Haroldo Santos Abreu.
São Caetano – Câmara Municipal homenageia os fundadores da cidade.
Repressão – Censura Federal veta outra música de Chico Buarque, Bolsa de Amores, feita para a volta de Mário Reis à MPB.

Hoje

- Dia Nacional do Cartaz
 

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