Setecidades

Taxa de transmissão do vírus na região é a menor em dez meses




A taxa de transmissão da Covid-19 no Grande ABC é a menor dos últimos dez meses, ou seja, desde setembro do ano passado, e atingiu patamar de 0,62 ontem. Os dados são da SP Covid-19 Info Tracker, plataforma que é administrada por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), da USP (Universidade do Estado de São Paulo) e do Cemeai (Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria), com base em informações do governo do Estado e das prefeituras.
No dia 13 de julho, o Diário mostrou que o indicador havia recuado para 0,99 pela primeira vez desde junho, e que a tendência era de queda nos casos positivos, o que acabou se confirmando. Em junho a média de infectados, por dia, foi de 941, enquanto em julho é de 470.

A taxa, conforme avaliam especialistas, aponta o ritmo atual da pandemia e indica que, caso haja 100 pessoas infectadas, elas transmitiram o vírus para outros 62 indivíduos. O número, como aponta a plataforma, indica que há “provável controle da transmissão” da Covid.

O indicador coloca o Grande ABC em terceiro entre os melhores níveis de transmissão do vírus em todo Estado de São Paulo. A região de Sorocaba, com 0,6, tem o melhor controle na taxa de transmissão do novo coronavírus e a região de Piracicaba, com 0,61, é a segunda com melhor índice. Em janeiro deste ano, os dados elencados pela plataforma apontaram o pico da taxa de transmissibilidade da Covid na região, com 1,64, no dia 19 daquele mês.

A plataforma projeta que a taxa de transmissão vai cair ainda mais na próxima semana e pode atingir 0,43 no dia 2 de agosto. Quanto menor a taxa de transmissão, melhor é o controle da pandemia.

Conforme o médico infectologista e professor do curso de medicina da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo), Renato Grinbaum, mesmo que os números apontem para algo positivo, é preciso ter cautela para analisar os dados. “Apesar de os indicadores mostrarem que a pandemia pode estar desacelerando, isso pode ser apenas temporário”, declarou o infectologista. Para sustentar seu ponto de vista, o médico relatou a possibilidade de um aumento de contágios pela variante delta, que ainda não foi identificada na região. “Caso haja um surto de variante delta, estes números podem mudar. Veja o que acontece nos Estados Unidos, por exemplo, onde as pessoas estão voltando a usar máscaras e praticar o distanciamento físico mais uma vez”, avaliou.

Sobre a projeção do índice atingir 0,43 na primeira semana de agosto, o médico foi taxativo. “Pode acontecer, mas nada impede uma terceira onda (de contaminação) surgir”, afirmou Grinbaum.

Um dos pesquisadores responsáveis pela plataforma SP Covid-19 Info Tracker, o professor da Unesp, matemático e cientista de dados Wallace Casaca declarou que os dados tabulados refletem índices que levam em consideração informações reais recolhidas em 92 municípios do Estado de São Paulo, assim como investigação específica em supercomputadores. “A taxa de reprodução do vírus, entretanto, é elaborada por meio de metodologia científica e levamos alguns outros índices para calcularmos esse valor. A projeção para agosto, por exemplo, tem taxa de confiabilidade de 95%. Isso só muda se algo muito diferente acontece”, explicou o docente.

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