Economia

Chegada do frio ajuda venda de aquecedores e cobertores na região



A chegada de uma frente fria, com previsão de temperaturas mínimas na casa dos 3ºC na região para os próximos dias, movimenta o comércio de rua, que já sente aquecimento nas vendas de produtos específicos. As lojas apontam acréscimo de cerca de 50% nas vendas de aquecedores e cobertores na comparação com as últimas semanas, e esperam aumento na movimentação para esta semana.

Equipe de reportagem do Diário circulou em ruas de comércio na tarde de ontem e verificou que os preços de aquecedores variam entre R$ 110 e R$ 229,90, enquanto mantas custam a partir de R$ 15,99 e cobertores mais grossos, na casa dos R$ 200.

No corredor comercial da Rua Coronel Oliveira Lima, no Centro de Santo André, a Lojas Mel expôs as variedades de aparelhos e cobertores bem na entrada. De acordo com a gerente Eliane Barbosa Vitor, na comparação com duas semanas atrás, as vendas já cresceram 54%. “Hoje está sendo o nosso carro-chefe”, afirmou.

“O pessoal também está buscando bastante cobertores, inclusive para doação. A procura já estava grande, mas nesta semana deu uma boa alavancada”, contou a vendedora Erenilde Amorin de Souza.

A Loja MiAmor, na mesma via, também aposta no inverno para o aumento das vendas. “A situação está bem difícil, porque o pessoal perdeu renda e está comprando menos. Ainda não sentimos nada expressivo, mas acredito que a partir de amanhã (hoje) aumente em pelo menos 30%. O pessoal realmente só vem comprar quando o frio pega”, disse o gerente Wellington Marques de Oliveira, o Alemão. Ele também aposta nos aparelhos elétricos e cobertores.

Na Rua Marechal Deodoro, no Cento de São Bernardo, a gerente da Lojas Fênix Thais Ribeiro aposta em itens do vestuário, como luvas, toucas, cachecóis e meias para os próximos dias, além dos aquecedores. A expectativa é de um aumento de pelo menos 20%.

“Também temos aquecedor, mas está bem parado. Esperamos que isso mude nos próximos dias, porque enquanto está sol o pessoal não compra mesmo”, relatou.

Vendedora de uma loja de eletrodomésticos no Centro de Mauá, Adriana de Souza também acompanha a procura do eletrodoméstico de perto. “Normalmente, a gente vende uns dois por semana, mas é só falar em frente fria que salta para dez”, contou.

Até mesmo as grandes redes, caso da Magazine Luiza, já registraram alta na venda dos itens. O crescimento foi de 190% no aquecedor e 217% para o ar-condicionado quente e frio. A Via também foi questionada sobre a situação na Casas Bahia e no Ponto Frio, mas a companhia está em período de silêncio.

GASTOS A MAIS
Como consumidora, Adriana também precisou comprar agasalhos com a chegada da frente fria. “Eu não contava com essa baixa de temperatura, então já tive que gastar pelo menos mais R$ 130.”

A balconista Raquel Souza, moradora do Jardim Feital, em Mauá, foi uma das que precisaram passar no cartão de crédito em uma compra para se preparar para as baixas temperaturas: um cobertor de R$ 189. “Foi questão de necessidade mesmo, porque a gente não está podendo gastar, mas ninguém quer passar frio.”
 

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