Setecidades

Homicídios no Grande ABC caem 37% no primeiro semestre




O número de vítimas de homicídio doloso (quando há intenção de matar) no Grande ABC registrou queda de 37,5% no primeiro semestre de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020. Foram 50 casos este ano contra 80 no ano passado. Os dados foram divulgados pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado de São Paulo.A cidade de São Paulo e o Estado também tiveram queda nesse tipo de ocorrência, de 10,92% e 2,50%, respectivamente.

Com relação aos quatro principais crimes contra o patrimônio, a região teve queda apenas no número de roubo de veículos. Foram 1.958 ocorrências em 2021 e 2.111 em 2020, recuo de 7,25%. Os furtos de veículos, no entanto, registraram acréscimo de 20,14%, passando de 3.034 casos no ano passado para 3.645 neste ano.

Roubos e furtos de objetos em geral, como aparelhos celulares, carteiras, entre outros, também registraram alta. Considerando apenas os furtos, o aumento foi de 16,53%, saltando de 8.290 casos no ano passado para 9.660 este ano. Os roubos apresentaram pequena alta, de 1,54%, passando de 9.272 ocorrências em 2020 para 9.415 em 2021.
Comandante do CPA-M6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), responsável pela segurança pública em toda a região, Gilson Helio Jesus dos Santos destacou que os esforços da polícia têm sido em combater os crimes que atentam contra a vida e que o resultado do primeiro semestre ilustra essa disposição.

Com relação aos índices que registraram aumento, o comandante lembrou que 2020 foi um ano bastante atípico por conta da pandemia. “Essa retomada das atividades que as cidades vivem agora, infelizmente, acaba impactado no aumento de crimes contra o patrimônio”, explicou.

Santos reforçou que no primeiro semestre foram realizadas 2.401 prisões no Grande ABC, apreendidos 736 quilos de entorpecentes e 142 armas, além de 1.906 veículos recuperados. “São números que mostram a nossa atuação intensa”, pontuou.

Corroborando a fala do comandante da PM no Grande ABC, o especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello afirmou que o aumento nos crimes contra o patrimônio era uma situação esperada, uma vez que a maioria das pessoas já tem retomado atividades que haviam sido interrompidas no primeiro ano da pandemia. Essa maior circulação de indivíduos, aponta o especialista, favorece a ocorrência de furtos e roubos.

Sobre a queda no número de vítimas de homicídios dolosos, Lordello atribui o cenário a fatores diversos, entre eles, a atuação em inteligência das forças de segurança, que vem aumentando a capacidade de acesso e troca de informações. “Com mais ferramentas que possibilitem identificar os autores, as polícias Militar e Civil e até as GCMs (Guardas Civis Municipais) têm condições de dar uma resposta efetiva à sociedade, e uma delas é a queda em índices criminais”, afirmou. 

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