Política

Vinholi aponta publicação de edital para disputa de prévia estadual do PSDB



Presidente paulista do PSDB e secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi sustentou que o diretório irá publicar edital da abertura de inscrições de pré-candidaturas internas do tucanato ao governo do Estado para o pleito de 2022. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), já sinalizou apoio ao vice Rodrigo Garcia, ex-DEM, recém-filiado ao partido, mas o ex-chefe do Palácio dos Bandeirantes Geraldo Alckmin também está no páreo. Sem dar prazo para a fundamentação do processo, o dirigente pontuou que o procedimento será formalizado conforme já indicado no âmbito nacional.

“Vamos abrir edital, conforme feito na prévia nacional. Iremos reunir na segunda-feira (hoje) a executiva para discutir esse tema”, alegou Vinholi.

Questionado sobre a movimentação de Alckmin nos bastidores para se consolidar novamente como pretendente ao cargo eletivo – exerceu a função em quatro mandatos –, o mandatário estadual frisou que faz parte da “democracia partidária”. “Todos que quiserem pleitear têm o direito para isso”, emendou. O PSDB comanda o governo paulista desde 1995 – de lá para cá a legenda acumula sete administrações consecutivas. Assim como o atual senador José Serra fez em 2010, Doria não tentará a reeleição com vistas ao Planalto.

Alckmin tem evitado falar publicamente do tema, mas vem demonstrando a tucanos graúdos, de acordo com informações, desejo em entrar na concorrência estadual. O nome do ex-governador aparece bem posicionado em pesquisas de intenções de voto. O acordo pelo ingresso de Rodrigo Garcia, por outro lado, isolou Alckmin. Interlocutores da cúpula do partido, que tratam a pré-candidatura de Rodrigo como natural, chegaram a oferecer a ele a vaga ao Senado, em que pese Serra não tenha desistido da reeleição. Frente ao cenário, DEM, PSD e PSL sinalizaram que Alckmin teria legenda para participar diretamente da disputa.

Rodrigo tem rodado o Estado em agendas oficiais, ao lado de prefeitos, e anunciando investimentos, principalmente em infraestrutura e saúde. A previsão era que a prévia estadual acontecesse em setembro, antes da nacional, mas não há data pré-estabelecida – o secretário paulista da Casa Civil e deputado licenciado, Cauê Macris, também surge como alternativa entre as pré-candidaturas à concorrência, embora com menos força. A disputa interna nacional ficou acertada para ocorrer em novembro, e deve ter, a princípio, Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati e o ex-senador Arthur Virgílio.

Mesmo tendo seu nome ventilado como candidato a vice, Vinholi rechaçou a hipótese. “Agradeço o reconhecimento do trabalho, mas não (devo ser pleiteante ao posto)”, avisou. Bancado em posição de destaque no Estado, o ex-deputado, 36 anos, frisou que a recente filiação de 65 prefeitos e vice se deu por “entendimento que o projeto de Doria é vencedor”. “Conforme cresce a aprovação do próprio governo. Tem mais cerca de (outros) 50 querendo vir e estamos avaliando (panorama). O reconhecimento popular e do mundo político está acontecendo de maneira muito intensa”, afirmou. 

Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários


Veja Também



Voltar