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Grande ABC atende 5.581 alunos na rede especializada




O Grande ABC atende hoje 5.981 alunos com deficiências diversas na rede de ensino especializada. Devido à pandemia da Covid-19, as secretarias de educação municipais tiveram de se reinventar e ministrar aulas remotas também aos jovens com necessidades especiais. No entanto, com a retomada gradual das atividades presenciais, as sete cidades já se preparam para receber também estes estudantes de volta ao ambiente escolar.

Levantamento feito pelo Diário junto às prefeituras revela que, embora sejam atendidos estudantes com deficiências intelectual, visual, auditiva, física, múltipla, altas habilidades e superdotação e surdocegueira, 40,32% são diagnosticados com transtorno do espectro do autismo, ou seja, 2.412 discentes são autistas.

Para suprir todas as demandas, as escolas da rede foram adaptadas ao longo dos anos e passaram a estar aptas para matrícula de crianças e jovens com quaisquer necessidade especializada. Em Ribeirão Pires, por exemplo, das 33 unidades educacionais, 16 têm salas de recursos multisensoriais, disponíveis sempre para auxílios em contraturno escolar.

Antes da pandemia, as aulas eram ministradas individualmente em 50 minutos. A partir desta semana, quando os alunos começam a voltar para escola, o tempo foi diminuído em 40 minutos para que a professora possa higienizar os jogos e equipamentos. No entanto, as aulas remotas seguirão para os pais que optarem por deixar os menores em casa.

Esse é o caso de Ana Clara Cardoso Castor, 13 anos, da EM (Escola Municipal) Engenheiro Carlos Rohm I. Embora a jovem afirme que quer mesmo é voltar para a escola, a mãe Cristina Cardoso Pereira, 32, decidiu por manter a filha na educação on-line, ao menos até o fim deste ano, já que ela tem uma cirurgia de quadril agendada para outubro e, por segurança, vai ficar em casa devido ao risco de se expor ao coronavírus.

Ana teve paralisia cerebral por problemas decorrentes do parto. Desde o infantil estuda na unidade escolar e contou que “ama a escola” e que “sentiu falta” da aula presencial. A mãe contou que redobrou os esforços para acompanhar as atividades da filha do ensino remoto, mas contou com o suporte da educação especializada. “Ela gosta muito de ler, de ver televisão e de estudar. Então não foi difícil, já que ela mesma pedia para fazer as atividades”, revelou Cristina. “Fora isso, as atividades vem sempre bem explicadas”, elogiou. O pai, Rogério Augusto Casto, 40, disse que a jovem é “muito esforçada” e superou expectativas. “Hoje ela até escreve seu nome”, disse, orgulhoso.

Parte dessa evolução é fruto do trabalho da professora Darci Sanches Peres Mozelli, que dedica sua profissão ao ensino especializado. “É emocionante acompanhar a evolução e cada conquista dos alunos”, disse emocionada, revelando ter escolhido a educação especial ainda no magistério. “Me encantei, e quero buscar um mundo melhor e inclusivo”, finalizou a docente. 

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