Política

Lauro diz que parcelamento de dívida com Ipred foi regular: 'Acusação leviana''




Ex-prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV) assegurou que foi regular o parcelamento de débitos junto ao Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Diadema), criticou o presidente da Câmara, Josa Queiroz (PT), negou atropelo no Legislativo e disse que deixou ao sucessor, o prefeito José de Filippi Júnior (PT), estudo atuarial feito pela FGV (Fundação Getulio Vargas) sobre a situação da autarquia.

A polêmica acerca do Ipred acendeu na semana passada, quando entrou na pauta de votação dos vereadores projeto de lei de Refis, um refinanciamento de dívidas junto à Prefeitura. Na justificativa do texto, Filippi questionou o antecessor, dizendo que ele havia reparcelado passivos da parte patronal junto ao Ipred sem autorização legislativa e feito explodir o volume de dívida consolidada do Paço.

Ao Diário, Lauro argumentou que havia base legal para ele parcelar em 60 vezes débitos entre maio de 2018 e novembro de 2020 e que decidiu dar andamento a essa negociação diretamente no Cadprev (Sistema de Informações dos Regimes Públicos de Previdência Social). E que não deu prosseguimento ao projeto de reparcelamento de deficit de repasses em atraso entre abril de 2017 e novembro de 2020, porque esse tipo de refinanciamento precisaria de crivo da Câmara, o que não aconteceu.

O verde relatou ainda que segurou o procedimento de um outro parcelamento, denominado de especial, em 200 vezes, quando soube que os vereadores de sua legislatura não iriam analisar o texto – essa proposta envolvia dívidas entre 2002 e 2017. Ele comentou que esse mesmo projeto antes segurado foi aprovado pelos atuais parlamentares em janeiro.

Diante de toda essa celeuma, Josa Queiroz avisou que a Câmara estudava ingressar com representação contra o governo Lauro. “Na minha terra, o que ele (Lauro) fez é enganação. E há quem denomine como estelionato. É disso que se trata. A Câmara foi enganada e houve estelionato por parte do governo passado”, disparou o petista. Lauro classificou a acusação de Josa como “leviana” e que o presidente da casa “faltou com a verdade”.

ESTUDO ATUARIAL
Lauro avisou que explanou aos vereadores estudo atuarial feito pela FGV. “Foi apresentado aos vereadores para que tomassem ciência do resultado final do estudo que foi contratado pela Prefeitura. Todos esses projetos de leis foram apresentados também para o conselho fiscal do Ipred e ainda enviados para a equipe de transição, comunicando que no caso do parcelamento especial em 200 vezes, permitiria à próxima gestão ter maior fôlego financeiro.”

Ele citou que essa proposta de equacionamento do descompasso financeiro do Ipred apontado pela FGV poderia ser votada até dia 29 de janeiro. Mas a Câmara optou por não analisar o caso, a pedido do governo. Filippi inicialmente previa a apresentação de levantamento até o meio do ano, porém postergou o prazo para o fim do ano. 

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