Cena Política

Tratores ligados em São Bernardo




A última sessão do semestre tende a ser quente na Câmara de São Bernardo. O prefeito Orlando Morando (PSDB) avisou à bancada de sustentação que vai enviar projetos polêmicos à casa para votação no afogadilho, entre eles a extinção do Imasf (Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo), a revogação da lei que modificava o escopo da Faculdade de Direito e apresentação de outra proposta envolvendo a autarquia de ensino. Sobre o Imasf, o assunto vai render, porque o Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos) programou protesto para o Paço justamente no horário da sessão dos vereadores. Até então, o governo tucano sustenta que não irá colocar fim às atividades do instituto e que a abertura de licitação para contratar plano de saúde a 38 mil vidas não significa acabar com o departamento de quase 50 anos.

Frustração
O trabalho do general João Camilo Pires de Campos, secretário paulista de Segurança Pública, vem sendo bastante elogiado pela corporação. E não à toa gerou frustração para a classe saber que, pela segunda vez consecutiva, o titular da pasta desmarcou visita que faria no Grande ABC. Campos estaria na região na terça-feira, em agenda com lideranças policiais das sete cidades, mas alegou compromisso com o governador João Doria (PSDB) de última hora.

Movimentações
A classe política de São Caetano agitou as redes sociais ontem, com publicação de série de encontros entre alguns dos principais atores da cidade. O prefeito Tite Campanella (Cidadania) se encontrou com o deputado estadual Thiago Auricchio (PL) e com o ex-vereador Carlos Humberto Seraphim (PL), candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB). Thiago também se reuniu com o vereador Marcel Munhoz (Cidadania) e com o presidente da Câmara, Pio Mielo (PSDB). Peças se movem enquanto não há definição sobre futuro eleitoral.

Outra ação
Além do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos) de São Bernardo, o advogado Sandro Machado Valadares também ingressou na Justiça para paralisar a licitação aberta pelo governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) para contratar, via Executivo, plano de saúde aos servidores. Há reclamação da categoria sobre o fato, com alegação de que o tucano busca desidratar o Imasf (Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo).

Discurso e prática
Por falar na relação do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), com o Imasf, circulou ontem no grupo de WhatsApp dos servidores públicos da cidade uma carta assinada pelo tucano, em 2016, época de candidatura à Prefeitura, na qual Morando (então deputado estadual) se comprometia a reformular o Imasf com base em critérios técnicos, reduzindo o corpo comissionado.

Retirado de pauta
Estava pautada ontem, na segunda câmara do TCE (Tribunal de Contas do Estado), avaliação do contrato e seus respectivos aditivos da Prefeitura de São Bernardo com a Max Offices Propaganda, uma das agências que cuidam da contra de publicidade do Paço são-bernardense. O conselheiro Dimas Ramalho, relator do caso na corte, acatou pedido para retirada da análise. Não há prazo para retorno do tema.

Vai e volta
Servidores públicos de Ribeirão Pires têm subido o tom contra o governo do prefeito Clóvis Volpi (PL). Além de manifestações pela internet, a categoria tem realizado protestos em frente ao Paço, com cobranças que envolvem principalmente melhorias de condições de trabalho na educação. Volpi contou justamente com suporte do funcionalismo público, que vivia às turras com o ex-prefeito Adler Kiko Teixeira (PSDB), para retornar ao governo municipal. 

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