Política

CPI da OAS admite convocar ex-secretários de Marinho




A CPI da OAS instalada na Câmara de São Bernardo admite convocar ex-secretários da gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT) para explicar os motivos pelos quais o projeto original de drenagem na região central da cidade foi alterado sem que estudo de solo detalhado sobre o novo local fosse feito.

A consideração partiu depois do depoimento de Brasil Rodrigues dos Santos, funcionário público e que, no governo Marinho, era diretor do departamento de drenagem. À CPI, na sexta-feira, Santos argumentou que inicialmente o reservatório principal do projeto ficaria no antigo estacionamento do Shopping Metrópole, e não no Paço.

A afirmação surgiu após indagação dos motivos pelos quais a sondagem de solo foi realizada nas proximidades do centro de compras, que fica a 600 metros do estacionamento da Prefeitura – neste local, os operários da OAS encontraram uma imensa pedra, que fez alterar calendário e demandou mais investimento para ser retirada.

“O funcionário nos disse que o melhor ponto, tecnicamente falando, era nos arredores da Avenida Aldino Pinotti, para escoar a água acumulada ao Córrego Ribeirão dos Meninos. Mas que recebeu o prato pronto de cima, que não teve poder de voz nesta discussão”, comentou o relator da CPI, o vereador Julinho Fuzari (DEM).

Segundo o democrata, Santos disse que a obra tinha relação com os então secretários de Transportes, Oscar Gameiro, e de Serviços Urbanos, Sebastião Ney Vaz. “Tanto que perguntei se havia algum empecilho jurídico, porque ele nos disse que a justificativa formal foi a de que a desapropriação encareceria a obra. Ele mesmo confirmou que não havia empecilho jurídico, pois havia permuta acertada entre a Prefeitura e o shopping”, emendou Fuzari.

Ainda de acordo com o relator, Santos afirmou conhecer Marcel Vieira, ex-diretor da OAS e apontado como intermediador da empresa com agentes públicos de São Bernardo. Porém, relatou que somente os ex-secretários e Marinho tinham acesso direto a Vieira. O ex-diretor chegou a ser convocado a prestar depoimento à CPI, mas conquistou direito de, na Justiça, não precisar comparecer. A comissão tenta derrubar liminar que favoreceu o ex-funcionário da OAS, ainda sem sucesso. 

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