Política

O real e o imaginário




No mundo real, milhares de cidadãos brasileiros sofrem em consequência da infecção por Covid-19. A crise da vez se abate sobre o Estado do Mato Grosso do Sul, com seus leitos de urgência completamente tomados e centenas de pessoas à espera de uma vaga, que surgirá somente em duas hipóteses: a cura de um doente ou, pior, pelo óbito.

Para amenizar o problema, pacientes estão sendo transportados para outras localidades para serem tratados. Quatro destes indivíduos estão desde a noite de quarta-feira no Hospital de Urgência de São Bernardo. Saíram de Dourados, vieram de avião até a Capital paulista e seguiram de ambulância à cidade da região.

Foi assim também quando o problema se abateu de forma estrondosa sobre Manaus. Naquela ocasião, além dos efeitos do vírus, ainda houve a falta de oxigênio, ocasionada por uma incrível combinação de falhas. Da Capital do Amazonas, pessoas com coronavírus partiram para várias partes do País na esperança de que pudessem ter chances de sobreviver. Segundo especialistas, esse movimento serviu para espalhar a variante de Manaus, ou P1, pelo território nacional. No Grande ABC, 24 casos foram detectados.

Falta de acomodações é uma situação também enfrentada pelos municípios da região. Ribeirão Pires foi dos que mais sofreram com gente doente e sem ter equipamentos para manter a esperança de viver. Isso ocorreu há poucos dias, mas a sucessão de fatos faz parecer que foi em outros tempos.

No mundo imaginário, que também recebe o nome de Brasília, o presidente da República, em cerimônia oficial, afirma que o ministro da Saúde fará um parecer desobrigando o uso de máscaras aos que já tomaram a vacina ou que tiveram a doença. Declaração que é sucedida por aplausos da plateia.

Que a população está cansada de usar a máscara é fato. Mas também não aguenta mais esperar por soluções para este terrível mal. É certo que isso não vai acontecer com bravatas, mas sim com ações conjuntas entre todos os poderes.  

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