Política

Polícia retoma ações, mas Adriana Berringer desmarca oitiva




A presidente da FUABC (Fundação do ABC), Adriana Berringer Stephan, solicitou, por meio de advogado, remarcação de seu depoimento à Polícia Civil, dentro de inquérito instaurado para investigar denúncia de fura-fila no plano de prioridade da vacinação contra a Covid-19. A oitiva da dirigente da organização social de saúde, única ainda pendente no processo, estava prevista para acontecer hoje no 4º DP (Vila Guiomar), mas a defesa de Adriana, convocada como testemunha, pediu que a data fosse reagendada – arrolados têm direito a requerer prestar esclarecimentos em outro momento.

Delegado titular à frente do caso, Luis Guilherme Cintra Marcondes confirmou a requisição da defesa da presidente da FUABC junto à delegacia. “Advogado pediu para remarcar data do depoimento (da Adriana). Ele pode fazer isso a qualquer momento. Vamos reagendar de novo, ainda não temos dia definido, só que deve ser logo (essa oitiva). Só falta (coletar) o dela. Todos os demais (arrolados) já foram ouvidos”, sustentou Marcondes, ao acrescentar que não enxergou a solicitação como ato protelatório. “Advogado veio de boa vontade, não senti intenção neste sentido”, emendou.

Os outros listados a quem o delegado refere-se – e que prestaram depoimento - são Sandro Tavares (gerente jurídico) e Magali Gonçalves (gerente de recursos humanos), bem como Priscila de Almeida Meyer (gerente administrativa) e Paula Branco (gerente financeira), personagens considerados centrais entre funcionários de áreas administrativas da Fundação, alocados em cargos de chefia, que receberam a imunização mesmo sem se enquadrar na linha de frente do combate à doença. O procedimento de apuração no 4º DP foi aberto a pedido do MP (Ministério Público), que também acompanha o processo.

Todos os servidores da FUABC mencionados foram, inicialmente, chamados a prestar esclarecimentos no dia 17 de maio, na condição de pessoas físicas. Na ocasião, os colaboradores obtiveram novas intimações reagendando a data para junho.

Marcondes reforçou que pretende colher o depoimento de Adriana ainda neste mês para finalizar o inquérito. “Ideia é fazer relatório, provavelmente, se nada surgir no meio do caminho, nos próximos 15 dias. Tem muita documentação (relacionada), incluindo do comitê de (contingência da) vacinação, iremos levantar os depoimentos realizados, e conferir os critérios utilizados com tudo aquilo o que tem na legislação”, pontuou o delegado.

A Fundação alegou que tem prestado “total colaboração à Polícia Civil e todos os depoimentos de funcionários estão ocorrendo nos dias agendados pelo 4º DP”. A entidade, contudo, contesta a afirmação feita pelo delegado que dirige o inquérito de que a oitiva ficou prevista para hoje. “O depoimento da presidente da FUABC não estava marcado para hoje. Também não procede a informação de que a dirigente solicitou adiamento. A presidente da FUABC comparecerá para prestar esclarecimentos na data agendada da Polícia Civil.” 

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