Cultura & Lazer

Brasil é o terceiro país do mundo onde mais se bebe cerveja




O Brasil ocupa a terceira posi-ção em ranking de maiores ‘bebedores’ de cerveja no planeta. Aqui se consome 7% da quantidade de loira gelada fabricada no mundo. O País é superado apenas por China, na primeira posição, com 27%, e Estados Unidos, na segunda colocação, com 13%. É o que mostra estudo divulgado pela plataforma de descontos CupomValido.com.br (https://www.cupomvalido.com.br/), em parceria com Euromonitor e Statista, empresas responsáveis pela coleta de dados em escala global, e o Credit Suisse, que amealhou as preferências no Brasil, em levantamento com 800 consumidores.

De acordo com a pesquisa, cada brasileiro ‘degusta’, em média, seis litros da birra mensalmente. O gasto com o suco de cevada é de R$ 46 por semana, totalizando R$ 184 ao mês. O valor despendido com a cerva corresponde a 16% do salário mínimo, atualmente em R$ 1.100. Os mais sedentos, revela o estudo, dei-xam nos caixas aproximadamente R$ 100 semanalmente.

Par se ter ideia da proporção, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abasteci-mento), o Brasil produz cerca de 14 bilhões de litros da gelada por ano. E mais, levantamento do Ibope Inteligência de 2013, o último sobre o tema, revela que 59% dos brasileiros têm como preferência de bebida alcoólica a loira, acompanhada de longe por cachaça, com 11%, e caipirinha, com 5% dos apre-ciadores. A canjibrina, que tem até dia internacional, 6 de agosto – data criada em 2007, na Califórnia, nos Estados Unidos, por quatro amigos fãs da bebida, e festejada em mais de 50 países –, ganha inclusive do café no paladar por estas bandas, escolhido por apenas 5%.

Aqui, nesta ‘terra de meu Deus’, a breja mais vendida é a Skol, seguida, respectivamente, por Brahma, Antarctica, Schin e Itaipava. Mundo afora, as mais apreciadas são as chinesas Snow e Tsingtao, acom-panhadas pelas norte-americanas Bud Light e Budweiser, com a brasileira Skol figurando no quinto posto. Yanjing (China), Heineken (Holanda), Harbin (China), Brahma (Brasil) e Coor Light (Canadá) completam o top dez.

Sabor, preço e o tipo da birra foram os principais fatores para a escolha das marcas. Ainda, a canela de pedreiro envasada em garrafas se sobressai em relação à embalagem, com 47% de preferência ante 39% do remedinho gelado servido nas ''''''''''''''''latinhas''''''''''''''''.

Encontrada em qualquer restaurante, bar, boteco ou pub, a nuvem engarrafada é popular, divide opiniões e personagem principal em incontáveis festivais ao redor do mundo. Inclusive as que fogem do autovarejo, encontradas em bom número no Grande ABC. Ainda segundo dados de 2019 do Mapa, de 2008 a 2018 as cervejarias artesanais no País saltaram de 70 para 900. Madalena, Demokrata e Balmann, em Santo André, Votus, em Diadema, entre outras, são algumas instaladas na região.

De acordo com o gerente de eventos Marcelo Bambam, a Madalena tem média de 150 a 250 frequentadores por dia, de quarta a sexta, e de 800 a 1.000 aos sábados, e produz, em média, 100 mil litros por mês, quantidade que caiu a 70 mil litros. Entre os carros-chefes está a American Lager. É um dos locais preferidos de Wendel Carlos Tortela, 35 anos, autônomo, para apreciar a cerveja com a companheira, Lussana Marinheiro, 30, no qual dizem “bater cartão”. A andreense tem lugar cativo no paladar do casal. “A Madalena é ótima, se destaca por causa da variedade e sabores, principalmente falando da minha preferência, a IPA”, diz ele.


Foto: André Henriques/ DGABC

Já Caroliny Benette Victor, 29, advogada, curte a New England IPA, que tem sabor “frutado”, e a Session IPA da Madalena, que diz remeter a frutas tropicais. Sócia de bar na Alameda São Caetano, bairro Jardim, em Santo André, ela salienta o custo-benefício da Madalena para torná-la um dos atrativos do esta-belecimento. “É artesanal de qualidade, com sabor único e preço acessível em relação às demais do mesmo tipo.”

Apreciadora de bom vinho e bastante exigente quanto à loira gelada, a assistente comercial Carla Rocha Ferri, 40, elege como primeira opção a norte-americana Budweiser, seguida por outra tupiniquim. “A Skol é muito aguada, o que deixa acentuado o gosto de milho. Não me agrada o sabor, tem de ser encorpada. Se não tiver a Bud, a segunda em minha lista é a Original.”

Certeza mesmo é a de que existem centenas, até milhares, de marcas, sabores e características de cerveja, para todos os paladares e bolsos. Ale, Lager, pilsen, weiss, IPA, puro malte, de cevada, trigo, bock... Consenso apenas que tem de ser “estupidamente gelada”. Qual a sua cota nos bilhões de litros fabricados por aqui?  

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