Tecnologia

Pix e WhatsApp Pay: veja como fugir de golpes nesses sistemas de pagamentos




Com o aumento do uso de Pix e WhatsApp Pay, esses sistemas de pagamento entraram na mira de golpistas. A maior parte deles, claro, usa esquemas de engenharia social para enganar usuários e roubar  o que encontrar pela frente – dinheiro, credenciais, informações pessoais.

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Não importa a plataforma ou a tecnologia – seja Pix e WhatsApp Pay, seja internet banking ou mesmo e-mail fraudulento –, a segurança sempre deve começar do lado do usuário e a principal arma é informação aliado à dica “desconfie sempre”.

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De acordo com o advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em direito digital, os cuidados mais comuns ainda são os mais eficazes para se proteger. Entre eles:

  • Tomar cuidado ao acessar sites pouco conhecidos
  • Não clicar em links duvidosos
  • Não fornecer dados desnecessariamente
  • Não enviar fotos de documentos
  • Não acreditar em promoções com produtos com valores muito abaixo dos praticados no mercado
  • Não transferir dinheiro aos contatos sem antes confirmar a procedência do pedido

“É preciso frisar que ao receber uma ligação de instituições bancárias pedindo dados, a pessoa deve desligar e retornar a ligação para a sua agência, a fim de confirmar se a ligação partiu realmente do banco onde é correntista”, aponta o especialista.

Golpes no Pix e WhatsApp Pay

O senso comum também acha que golpes são dados basicamente em quem tem dinheiro. Isso é um engano.

“Crimes financeiros são dados em todas as faixas de renda e as vítimas podem ter saldo no banco ou não”, aponta Gomes Junior. “Golpes no INSS obrigam, por exemplo, a Previdência Social a exigir a prova de vida. Fraudes atingem massivamente bolsa família, auxílio emergencial e outros programas para pessoas de menor renda”.

A seguir, o 33Giga lista cinco cuidados adicionais para aumentar sua segurança quando o assunto é Pix e WhatsApp Pay (e em outras plataformas):

  • Comportamento: mantenha-se atento e, a princípio, não clique em nada sem checar a procedência.
  • Senhas: não use senhas óbvias e não armazene essas senhas no celular ou computador. Seus equipamentos podem ser furtados, roubados ou invadidos e as senhas capturadas.
  • Redes sociais: a postagem de fotos de viagens, de veículos ou casas, etc. demonstram o padrão de vida e muitas vezes até o endereço. Jamais faça check in em sua própria residência, isso o torna localizável.
  • Aplicativos: além de utilizar a verificação em duas etapas para acesso, combine palavras chaves com seus contatos para comprovar a veracidade da mensagem.
  • Pagamentos: sempre que possível prefira pagar através de boletos bancários. Se for usar cartão de crédito, utilize-os para uma única compra, fornecido pela maior parte dos bancos.

No ano passado, o Pix passou a ser uma das alternativas para transferência de dinheiro e pagamentos instantâneos, permitindo transações 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados.  Obviamente, os golpistas passaram a mirar esse meio de pagamento eletrônico e a maioria das fraudes acontece por falha de vigilância.

“Não faça cadastro de Pix por contato telefônico – bancos não fazem isso. Não clique em links por WhatsApp, SMS ou e-mail de banco que supostamente direcionam para cadastro ou confirmação de Pix”, diz Gomes Junior. “Mesmo quando for transferir para conhecidos, faça um contato com a pessoa para verificar se ela não foi clonada.”

No WhatsApp Pay, função do aplicativo onde se pode transferir dinheiro, o processo é feito através do Facebook Pay. Ele conta com a proteção de PIN, biometria e token. Mas, como todo novo serviço, é objeto de armadilhas virtuais.

“Atente-se aos cuidados de sempre: não clicar em links desconhecidos – promoções e ofertas muito vantajosas –, não repasse códigos recebidos por SMS, evite fazer transações em redes públicas de internet e mantenha o WhatsApp sempre atualizado com a última versão”, finaliza o advogado.

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