Memória

1989




Foi como um aprendizado, 29 anos depois da eleição do ultimo presidente da República antes do regime militar em 1960. O renunciante Jânio Quadros não participou desta vez. Mas o Brasil veria, em 1989, uma disputa entre políticos tradicionais, anistiados, capitalistas, sindicalistas, getulistas, comunistas, ambientalistas desenhando de vez a nova democracia do País.

RETRATOS
Apelidos não faltaram. Um deles: “filhotes da ditadura”. Expressões se popularizaram, entre as quais: “Meu nome é Enéas”, suficiente para os 15 segundos do candidato na TV.
E a eleição à Presidência da República naquele feriado de 15 de novembro de 1989 (em primeiro turno) ecoou solitária por todo o País, antecipando as eleições gerais de 1990 e as municipais de 1992 – no caso do Grande Abc, a 36ª da sua história.

- Os 100 anos da República lembrados
- O rubicão brasileiro
- Fim da transição
- Placar final: 53 a 46...
591 – Manchete do Diário em 15 de novembro de 1989: ‘Brasileiros votam por um novo País’. Na reta final, não há favoritos para o segundo turno. 82 milhões vão às urnas hoje.
592 – Com a edição do Diário circulou um suplemento especial com o título: ‘República, 100 anos (1889-1989)’.
593 – Na coluna Cena Política, escrevia o editor Joaquim Alessi: República chega aos 100 anos e vê a retomada do processo eleitoral.
594 – Editorial: ‘O grande momento chegou’.
595 – O País começa a varar seu rubicão decisivo (Virgínia Pezzolo); a longa caminhada até as urnas (Alexandre Takara); a transição terminou (José Sarney, o vice que assumiu a República com a morte do titular, Tancredo Neves).
596 – Collor de Mello e Lula da Silva vão ao segundo turno, marcado para 17 de dezembro de 1989: Collor rejeitando o apoio da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); Lula dizendo que empresários do Fórum Informal não eram representativos.
597 – Ficaram pelo caminho os candidatos a presidente da República: Affonso Camargo Neto, Afif Domingos, Antonio dos Santos Pedreira, Armando Corrêa, Aureliano Chaves, Celso Brant, Enéas Carneiro, Eudes Oliveira Mattar, Fernando Gabeira, Leonel Brizola, Lívia Maria Pio, Manoel de Oliveira Horta, Mário Covas, Marronzinho, Paulo Gontijo, Paulo Maluf, Roberto Freire, Ronaldo Caiado, Ulysses Guimarães e Zamir José Teixeira.
A candidatura do animador Silvio Santos havia sido impugnada.
598 – No Grande ABC, Amaury Fioravanti, prefeito de Mauá, apoiava Collor; Aron Galante, ex-prefeito de São Bernardo, ficava com Lula.
599 – Manchete do Diário em 19 de dezembro de 1989: ‘Vitória de Fernando Collor valoriza ações dos bancos’; Editorial: ‘Tarefa penosa’.
600 – Resultado final: Collor, 35 milhões de votos (53%); Lula, 31 milhões (46,9%). A posse do vencedor em 15 de março de 1990; a cassação em 29 de dezembro de 1992; a era Itamar Franco. Depois...

Paraguassu, o seresteiro
Texto: Milton Parron

Foi somente em 1912 que um cantor paulista gravou o primeiro disco no Brasil. Chamava-se Roque Ricciardi, conhecido pelo nome artístico de Paraguassu.
Nascido em 1894 no bairro do Belenzinho, em São Paulo, falecido em 1976, Paraguassu foi cantor, compositor e violonista e integrava os grupos boêmios que perambulavam pelas ruas do Brás, Mooca e Belém fazendo serenatas tão em moda naqueles tempos.
Muito precoce, aos 14 anos, acompanhando-se ao violão, cantava modinhas brasileiras no Café Parisien, que ficava na Rua Piratininga.
Foi no selo Phoenix da Casa Edison que ele gravou seu primeiro disco, em 1912, cantando uma modinha que havia composto para uma mocinha pela qual andava de asas caídas.
Não aconteceu nada com a música e muito menos com a musa a quem tinha feito a declaração pública.
A partir daí, em compensação, foi uma coleção interminável de sucessos que arrancavam suspiros dos jovens apaixonados.
Seresteiro incomparável, Paraguassu é que estará no Memória deste fim de semana, contando histórias da São Paulo dos tempos da garoa e relembrando as músicas que celebravam o amor antes de tudo.
EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Um Seresteiro e Histórias de São Paulo. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, depois do futebol, com reprise amanhã, domingo, às 7h, e durante madrugadas da semana.

Diário há meio século

Sábado, 29 de maio de 1971 – ano 13, edição 1548
Manchete – Mais de 30 mil pessoas no Jumbo inaugurado ontem em Santo André
Mauá – Os vereadores Manoel Moreira e Guilherme Primo Vidotto recorrem ao Rio de Janeiro em busca de notícias sobre o passado da cidade.

Em 29 de maio de...

1966 – Circula, encartado no News Seller, antecessor do Diário, o primeiro número do suplemento Ela, sob a direção da jornalista Eulina Cavalcante.
1976 – Diarinho realiza a 4ª Manhã Colorida e reúne 500 crianças em São Caetano.

Santos do Dia

- Massimo. Bispo italiano.
- Cirilo de Cesareia

URSULA LEDOCHOWSKA (Áustria, 1865 – Roma, 1939). Educadora. Fundou a ordem das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração Agonizante

Hoje

- Dia do Geógrafo
- Dia do Estatístico

Municípios Brasileiros

- Hoje é o aniversário de São Pedro do Turvo, elevado a município em 1891, quando se separa de Santa Cruz do Rio Pardo, no Estado de São Paulo.
- Também completam aniversários: Ajuricaba, David Canabarro, Ibiraiaras e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; Ourém, no Pará; e Santo Antônio de Jesus, São Felipe e Taperoá, na Bahia.


 

Comentários


Veja Também



Voltar