Setecidades

Takara, suas aulas, seus amigos... Uma aluna do professor Marques de Melo. Tributos a um santo e ao seu seguidor




 Educação e Cultura – Professor Alexandre Takara, orientador desta página Memória, lança, em plena pandemia, o livro Professor, Detesto Suas Aulas! E a Reforma do Pensamento e Agitação Cultural do ABC (Ed. Biografar, Jundiaí, financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de Santo André).

O livro, explica Takara, trata sobre a palavra, a linguagem. “Porque a palavra é condição de vida, pois serve de intermediação entre a consciência e o mundo”, vai definindo o professor, citando autores, mexendo com os alunos que somos todos nós.

Na parte I, Alexandre Takara faz o que todos os educadores e profissionais em geral deveriam fazer: perpetuar os modos de trabalho de cada um, do intelectual preparado ao trabalhador de todos os ramos, o que se torna utopia.

No caso do professor, ele perpetua o seu modo de ação em sala de aula, as estratégias adotadas. Chega a focalizar cartas enviadas aos alunos, entre os quais, possivelmente, os que dizem detestar as suas aulas, ao menos da boca para fora. Imperdível esta parte I.

A parte II recupera as enciclopédias outrora publicadas, focalizando nomes de autores, no caso, autores do Grande ABC, que são “as grandes amizades” do autor Takara, a começar do professor Acylino Bellisomi, seu colega desde a juventude até pós-morte.

E lá estão: Possidonio, professor Martins, Clarice Assalim, Philadelpho, Ricardo Amadasi, Zé Armando, Luiz Alberto de Abreu, Milton Andrade, Dalila, Valdecírio, Rosi Rampazo, Roberto Barbosa, Flavio Florence, Antonio de Andrade, Danilo Manno de Almeida e, acreditem, este repórter.

De cada amigo, uma particularidade: “Tenho, em relação à Rosi, uma atitude difícil de ser nominada, apesar de sermos excelentes amigos. Não é recato, nem pudor, nem prudência. É mais do que isso. Procuro, no dicionário, a palavra certa. Não encontro”.

Suspense a cada parágrafo. Como seria importante reunir alguns dos amigos em debate com o professor. Takara, um menino quase nonagenário, ensina. Informa. Faz pensar.


Exemplo de Vida – Lourdes Crespan, Maximiliano Kolbe: Pureza e Martírio (Edições Loyola, 2ª edição). A apresentação traz a assinatura do professor José Marques de Melo, quando diretor titular da Cátedra Unesco/Umesp de Comunicação, que escreve:
- Trata-se de relato singular do martírio de um sacerdote católico que ousou desafiar a intolerâncias das tropas de Hitler, criando um movimento de evangelização midiática que sobreviveu à sua morte.

Seguindo o exemplo do saudoso Marques de Melo, seu orientador, Lourdes Crespan também é jornalista e missionária da Imaculada.

Dela escreve mais o professor Marques de Melo:
- Lourdes Crespan procura demonstrar que os escritos de Maximiliano Kolbe evidenciam grande semelhança com os textos legados à humanidade pelos seus contemporâneos Balaguer (Escrivá de Balaguer, espanhol) e Alberione (Tiago Alberione, italiano), buscando “salvar almas através dos meios de comunicação social” e “propagar a boa-nova do evangelho”.

Balaguer, Alberione e Kolbe foram os fundadores de três missões, respectivamente, Opus Dei, Família Paulina e Milícia da Imaculada.

Dos três comunicadores do Evangelho nos fala Lourdes Crespan.

Contatos: missionariasdaimaculada@gmail.com; telefone da editora: (11) 4121-1670.

Tributo – Angela Savastano, Um Homem, um Sonho, uma História. A Vida e a Obra de Frei Luiz Faccenda nas Recordações Daqueles que o Conheceram (Edições da Imaculada, de São Bernardo).

Frei Luiz Faccenda (1920-2005) deu início ao Instituto das Missionárias da Imaculada-Padre Kolbe, em 1954, cuja aprovação definitiva pelo papa ocorreu em 1992.

Junto com o Frei Sebastião Quaglio, Frei Luigi trouxe o instituto para o Brasil. Sempre o mesmo sentido de evangelização e de difusão da espiritualidade mariana ensinados por São Maximiliano Kolbe, um dos religiosos sacrificados pelo eixo nazifascista durante a Segunda Guerra Mundial.

O livro nasce das tantas manifestações registradas após o falecimento de Frei Luiz Faccenda, sistematizadas pela autora, em outubro de 2007, e agora traduzido para a edição em português feita em São Bernardo.

Maglioca, programador

Texto: Milton Parron
Ainda rememorando parte da história da Rádio Bandeirantes neste mês de maio, em que a emissora comemora 84 anos de sua inauguração, o programa Memória deste fim de semana focalizará a década de 1990 entrevistando Luis Fernando Maglioca, que foi coordenador de programação da Bandeirantes no referido período.

Entrevistas com artistas e trechos de programas importantes ilustram a conversa com Maglioca, que, além da Bandeirantes, também foi responsável pela programação artística da Jovem Pan FM, Transamérica, Disney, Tupi, Excelsior e TV Cultura.

Formado nas primeiras turmas da ECA/USP, ele também foi professor daquela escola e da Faap.

Luis Fernando Maglioca colecionou e foi personagem de muitas histórias associadas à evolução do rádio em São Paulo e discorrerá sobre algumas delas neste Memória.

EM PAUTA – Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Um Homem do Rádio. Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, sábado, às 22h, com reprise amanhã, domingo, às 7h, e durante madrugadas da semana.

Em 22 de maio de...

1916 – Governo Wenceslau Brás enviava memorando às chancelarias estrangeiras expondo seu ponto de vista em relação a problemas de direito internacional suscitados pelo conflito europeu.

Hoje

- Dia do Apicultor
- Dia Internacional da Biodiversidade
- Dia do Abraço

Diário há meio século

Sábado, 22 de maio de 1971 – ano 13, edição 1542
Manchete – ABC ameaça fechar nova fábrica poluidora do ar, a indústria de galvanização Fogal, de Santo André

A Cicpaa (comissão Intermunicipal de Controle de Poluição do Ar) mantinha sob controle 70 fábricas poluidoras, 25 das quais multadas e 17 notificadas para que tomassem providências contra seus problemas de poluição.

Na mira, a Matarazzo de São Caetano e seus fornos de carbureto, a maior fonte de poluição da indústria.

Santos do Dia

- Catarina de Genova
- Julia de Cartago, na atual Tunísia

RITA DE CÁSSIA. Nascida Margherita Lotti. Freira agostiniana da Diocese de Espoleto, Itália. Foi beatificada em 1627 e canonizada em 1900

Municípios Brasileiros

- Em São Paulo, hoje é o aniversário de Bom Jesus dos Perdões, Fernandópolis, Igarapava, Neves Paulista, Pederneiras, Sales Oliveira, Santa Branca, Santa Rita d’Oeste e Santa Rita do Passa Quatro.
- Em outros Estados, aniversariam em 22 de maio: Brasilândia de Minas, Extrema, Medina, Santa Rita de Jacutinga e Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais; Cajuiro, em Alagoas; Itaboraí, no Rio de Janeiro; Mariano Moro e Palmitinho, no Rio Grande do Sul; Pacajus, no Ceará; Pires Ferreira, no Ceará; Rio Branco, no Mato Grosso; e Trombas, em Goiás.

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