Setecidades

Grafite vai homenagear policial de São Bernardo que morreu na Capital




Uma pintura com o rosto da PM (Policial Militar) Juliane dos Santos Duarte, que morreu em agosto de 2018, aos 27 anos, é a homenagem que a pedagoga Fabiane dos Santos Duarte, 35, quer prestar à irmã. Juliane, que morava em São Bernardo, estava visitando amigos na comunidade Paraisópolis, em São Paulo, no dia 1º de agosto de 2018, quando foi sequestrada. Seu corpo só viria a ser encontrado no dia 6, no porta-malas de um carro, no Campo Limpo, também na Capital, com três marcas de tiro no corpo.

O grafite que vai eternizar a imagem de Juliane será feito na EE (Escola Estadual) Jorge Rahme, no Jardim Taboão, em São Bernardo, onde a jovem e os irmãos se formaram. “Tem um ano que eu pedi para Secretaria de Educação do Estado a autorização do grafite, agora eles liberaram”, explicou a irmã. 

Para conseguir levantar o dinheiro que vai financiar a obra, cerca de R$ 500, Fabiane abriu vaquinha on-line que pode ser acessada pelo link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/homenagem-a-soldado-juliane. “Quem sentir no coração e participar dessa homenagem vai  nos ajudar”, completou. Assim que o valor foi arrecadada, a obra, que será executado por artista de São Bernardo, terá início. “Vai fazer três anos em agosto e ainda é difícil falar em palavras sobre a falta que ela nos faz”, pontuou. “Mas sei que ela ia gostar da ideia do grafite”, concluiu.

O CASO
Apesar de já terem se passado mais de dois anos da morte de Juliane, ninguém ainda foi condenado pelo crime. O MP (Ministério Público) denunciou sete pessoas por  tortura, cárcere privado e homicídio triplamente qualificado e motivo torpe com utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Três pessoas ainda estão foragidas.

Segundo a investigação, Juliane teria entrado em um bar e se identificado como policial após cliente afirmar que seu celular tinha sumido. Criminosos a teriam reconhecido, entrado em luta corporal a ela teria sido atingida com dois disparos da sua própria arma. Segundo testemunhas, após ser atingida, a policial foi levada em um carro por quatro pessoas e só foi encontrada cinco dias depois, já sem vida. 

O Diário questionou a SSP (Secretaria da Segurança Pública) sobre previsão de realização de audiência das pessoas que estão presas e são acusadas pelo crime. A pasta informou que os questionamentos deveriam ser direcionados ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que informou apenas que o processo corre sob segredo de Justiça.  

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