Política

Temos obrigação de lançar nossos candidatos, diz Josa




Presidente da Câmara de Diadema, o vereador Josa Queiroz (PT) defendeu que o governo do prefeito José de Filippi Júnior (PT) lance candidatos próprios a deputado federal e estadual na eleição do ano que vem. Alçado ao comando da casa com apoio unânime, o petista admite cenário favorável para ser postulante e diz se sentir preparado para a empreitada.

A bandeira levantada por Josa coloca em alerta atuais parlamentares do PT com base nas cidades vizinhas que, nos últimos anos, fincaram dobradas eleitorais em Diadema. “O governo tem a obrigação de ter candidaturas (próprias) para deputado federal e outra para estadual. O PT comanda quatro prefeituras no Estado: Diadema, Mauá, Araraquara e Matão. Essas quatro administrações petistas têm a obrigação de lançar nomes para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa. Não tem nada de errado nisso, o errado é não lançar”, defendeu o petista, em visita ao Diário.

Oficialmente, Josa ainda trata o tema com cautela, mas admitiu ser “óbvia” que a composição que o elegeu presidente do Legislativo pode render aliados eleitorais. Em janeiro, o petista foi eleito com apoio de legendas que subiram em palanques opostos ao dos petistas, como DEM, PSD, PV, Pros e Podemos. “Existe essa sinalização, que pode se tornar sólida ou não”.

Internamente, porém, a candidatura de Josa a deputado já e dada como certa. Os governistas concentram os esforços para definir se o petista virá a federal ou estadual. Ainda na construção de aliança visando a presidência da Câmara, o vereador Orlando Vitoriano (PT), mais votado da cidade, abriu mão do projeto justamente mirando em sair a federal no pleito do ano que vem. “Eu venho me preparando. Segui todo o rito na minha trajetória. Fui secretário de mobilização, de organização, fui vice-presidente e presidente do partido. Depois, migrei para a administração, fui secretário (de Habitação) por oito anos e nos últimos anos estive para a Câmara. Estou no terceiro mandato. Ou seja, eu cumpri todos os ritos. Evidentemente que eu me preparar é uma coisa e a escolha do meu nome é outra.”

A última vez que o PT de Diadema elegeu um representante da cidade foi em 2010, justamente com Filippi. À época, o hoje prefeito havia recebido quase 85 mil votos somente de diademenses. À Assembleia Legislativa, o êxito mais recente foi em 2006, com o ex-prefeito Mário Reali (PT).

EXPECTATIVAS
Josa reconheceu que a bagagem dos governos Filippi no passado (1993-1996; 2001-2004 e 2005-2008) deposita expectativa do eleitorado sobre a volta do petista ao Paço. Para o parlamentar, o êxito depende de o PT dialogar com setores historicamente rejeitados no petismo, como a iniciativa privada. “A gente vai ter de repactuar com vários setores, empresários, comerciantes, terceiro setor e sociedade civil. Temos de fazer uma nova leitura. Não vamos reeditar o modo petista de governar. Nós, aliás, temos de mostrar um novo modo petista de governar a partir de Diadema. Continuaremos saudosistas, mas dialogaremos com a atualidade.” 

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