Palavra do Leitor

Amor de mãe e a medida da dedicação




 Estudo realizado com 500 mulheres pelo Google sobre o perfil da mãe brasileira revela que as mães, mesmo estando mais incluídas no mercado de trabalho do que há algumas décadas, continuam sendo as principais responsáveis pelos filhos. Muitas dessas brasileiras sobrecarregadas esquecem de cuidar de si mesmas. O autocuidado e atividade física não são prioridades para 30% delas, pois no topo das prioridades estão os filhos e o trabalho. Em meu consultório e nas minhas palestras, percebo que, embora em todas as classes, as mulheres, em sua maioria, estejam inseridas no mercado de trabalho, a mãe de classe alta prioriza os cuidados de si mesma e acaba terceirizando a criação dos filhos para as babás, escolas e professores particulares. 

Os reflexos disso na vida dos filhos são desastrosos. Surgem sintomas de ansiedade, depressão, agressividade, dificuldades na aprendizagem, no sentir e manifestar afeto, entre outros. Para ajudar no desenvolvimento emocional de seus filhos, é preciso muita sabedoria e saber equilibrar as coisas, sem negligenciar as crianças nem a si mesma. Como psicóloga afirmo: os filhos precisam das mães! As lacunas deixadas por uma mãe ausente são eternas, deixam feridas e marcas que geram muitas dores quando se abrem essas questões dentro de processo terapêutico com crianças, adolescentes e até adultos que foram negligenciados de alguma forma. Costumo dizer que nós temos oito horas para trabalhar, oito horas para dormir e oito horas para amar os nossos amados, incluindo amar a si mesma. 

Eu também sou mãe e, por exemplo, quando as manhãs estão menos frias, desperto meu filho mais cedo para dar uma volta pela estrada, em meio ao verde. Mesmo antes de morar na chácara, quando pegava meu filho na escola, íamos a um parque, ele em sua bicicleta, e eu fazendo caminhada. Sentávamos, olhávamos os gansos, a vida ao redor, as pessoas.

Esses momentos são preciosos para a formação integral da personalidade de seu filho. Recomendo que mãe e filho saiam um pouco das redes. A tecnologia não é proibida, mas não pode nos impedir de conversar, abraçar, dar colo, se cuidar, se amar. Também o desenvolvimento da espiritualidade, o contato com a dimensão transcendente do ser humano, só é possível se tivermos esse tempo a mais, que poderá ser à noite, antes de dormir. Que neste Dia das Mães você se permita ser cuidada por seus filhos. Eles precisam daquilo que você tem de melhor! Precisam ver o brilho nos seus olhos e entender que, mais que um peso, cansaço e rugas, trazem alegrias para você. Seus filhos dão sentido para a sua vida e, por isso, força, fé e esperança!

Adriana Potexki é psicóloga, escritora, colunista do Formação Canção Nova e palestrante.

Dia das Mães 

Em homenagem ao Dia das Mães, o poema da escritora Silvia Orthof Se as Coisas Fossem Mães: Se a Lua fosse mãe, seria mãe das estrelas/O céu seria sua casa, casa das estrelas belas/Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos/O mar seria um jardim e os barcos seus caminhos/Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas/Conversaria com a Lua sobre as crianças-estrelas/Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins!/Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes, pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente/Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria/Toda mãe é um pouco fada...Nossa mãe fada seria/Se uma bruxa fosse mãe, seria mamãe gozada:/Seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada!/Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida/Faria chá e remédio para as doenças da vida/Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras/Sentariam comportadas, teriam “boas maneiras”/Cada mãe é diferente: Mãe verdadeira, ou postiça, mãe-vovó, mãe titia/Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse/Dona Mamãe ralha e beija/Erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora/Ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa/Tem até pai que é “tipo-mãe”/Esse, então, é uma beleza!

Márcia Perecin

São Bernardo

Quem paga a conta?

Mais uma vez o presidente desafia ministros e a China. E quem paga a conta? Quem não votou nele.

Robson Nascimento Araújo

Diadema

Viúvos

Notei, já há alguns dias, que leitor desta coluna estava incomodado com número absurdo de críticas ao presidente do Brasil. Para esse leitor gostaria de fazê-lo ciente de que críticas que aparecem nesta coluna são sempre das mesmas pessoas. São os chamados viúvos e viúvas de Lula. Ao amigo leitor deixo minha opinião e constatação: eles são intelectualmente estéreis. Não aumentam. É sempre a mesma meia-dúzia. Fique tranquilo. 

Donaldo Dagnone

Santo André

Cultura do cancelamento

O BBB chegou ao fim na semana passada e foi possível constatar que a moda é a cultura do cancelamento. Se determinada pessoa agir em desconformidade com o que pensam os telespectadores ou que tenham errado de fato, não há margem para perdão. Vários artistas foram para o programa apostando em multiplicar o número de seguidores em redes sociais e saíram precisando recuperar a imagem perante o público. Quem se esconde atrás de celular se sente com poder divino de excluir alguém por pecado cometido, sem olhar a série de pecados que comete no mundo real. É realmente esse tipo de sociedade que vamos viver?

Tânia Alves Pacheco

Ribeirão Pires

ERRATA

Diferentemente do publicado ontem, caderno Setecidades, página 1, Diadema tinha em estoque 10,4 mil doses de vacina Astrazeneca.

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.

Comentários


Veja Também



Voltar