Diarinho

Gambá tem cheiro ruim?




Diferentemente do que os desenhos animados mostram, nem todas as espécies de gambás têm cheiro ruim. Das quatro que existem no Brasil, apenas duas eliminam mau odor, mas que mesmo assim não chega a incomodar as pessoas. Geralmente, os animais que aparecem nos cartoons são de espécies norte-americanas, que usam a aroma para marcar território, atrair parceiros ou parceiras ou, até mesmo, mostrar que ele está estressado. 

No Brasil, existem quatro tipos destes animais, sendo o gambá de orelha preta ou saruê, gambá de orelha branca, gambá comum e gambá amazônico. Além do solo brasileiro, estes animais estão presentes em quase todos os países das Américas, desde Argentina até os Estados Unidos. 

No meio ambiente, os gambás desempenham papel importante. Além de ajudar na separação de sementes das árvores, o bicho ainda contribui para o controle da população de cobras, de escorpiões, de répteis e aracnídeos. 

Ainda que seja possível encontrar gambás em alguns pontos das cidades, ou mesmo sendo domesticados, é um animal que vive nas matas – em áreas verdes e arborizadas, ou seja, retirá-lo da natureza é proibido. Geralmente, os gambás não são animais agressivos. Quando alguém os encontra, eles emitem um som característico e chegam a mostrar os dentes como forma de defesa. 

Os gambás são marsupiais, um grupo dos mamíferos que carrega os filhotes em ‘bolsas’ na barriga, como fazem também os cangurus e coalas. Quando os bebês crescem, a mãe carrega-os nas costas. Eles vivem, em média, de três a cinco anos e se alimentam de insetos, vermes, pequenas cobras e roedores, ovos de pássaros e frutas.

Como os gambás podem ser encontrados dentro de residências ou no entorno de parques, chegam a ser confundidos com ratos grandes e as pessoas acabam colocando veneno para exterminá-los. 

Isso é errado. Quem encontrar um gambá ou qualquer animal silvestre perdido deve entrar em contato com a Secretaria de Meio Ambiente de sua cidade. Em Santo André os telefones são: (11) 4433-1958 ou 4433-1957. Os profissionais têm condições de resgatar o animal e encaminhá-lo para cuidados veterinários ou o retorno à natureza.

Consultoria das biólogas Úrsula Leite e Christiane Delgado do Instituto Iprodesc, parceiro da Escola de Educação Ambiental Parque Tangará/Parque Escola.

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