Palavra do Leitor

Eleição à vista




Durante a ditadura – sim, a tivemos – o clamor legítimo e justo da sociedade era de eleições livres e diretas em todos os níveis de governo. Essa missão, sabíamos, não seria nada fácil, saímos do bipartidarismo (situação e oposição) e foi se ampliando o espectro partidário, na expectativa de termos partidos estruturados em torno de programas de governo que seriam defendidos nas eleições. Todo o governo tem que montar sua base de apoio e os partidos vão formando blocos, alguns sempre firmes no propósito de serem fiéis ao poder, pouco importa quem assume o Executivo.

Cargos devem ser distribuídos e as competências técnica e a ética não são consideradas. Assim, as promessas de campanha são esquecidas no dia seguinte da eleição e a distância entre representantes e representados só aumenta, afetando a credibilidade do processo democrático, demonstrando que o meio passou a ser o fim.

O mundo político parece girar em torno dos próprios interesses. A aprovação de urgentes reformas vai sendo empurrada, com o temor de afetarem o cacife eleitoral. A reforma administrativa só pode surtir efeitos na próxima década, a tributária – diante da dificuldade de se encontrar consenso – vai sendo mitigada e a política, de grande importância para reestruturar os partidos políticos e revitalizar o protagonismo no poder, é solenemente esquecida.

E assim avançamos rumo ao atraso, perdendo oportunidades e, com a trágica pandemia, a população, especialmente de baixa renda, afunda no desespero.  É verdade que o político é sensível aos humores do seu eleitorado e tem aguçado sentido de sobrevivência, mas, o momento dramático que vivemos exige que seja superado o círculo restrito dos seus seguidores.Será que é esperar demais? É inegável a importância da política, todos dependem do seu exercício, que deve ser eficaz e sintonizada com a busca de soluções para o País, otimizando os recursos públicos e definindo prioridades voltadas para o estímulo do desenvolvimento social e econômico.

Está mais do que na hora de termos os políticos se dedicando a realizar efetivo programa de salvação. Vamos deixar que a eleição avalie, no momento oportuno, quem efetivamente se dedicou a enfrentar os enormes problemas que temos. Utopia? Talvez, mas o certo é que não podemos mais suportar tanto desrespeito com o sofrimento de todos. Termino com o poeta que na década de 80 perguntou em um clássico da música brasileira: ’Que país é este?’ A resposta, com certeza, não é este o Brasil que merecemos.

Edson Luiz Vismona é advogado, presidente do Instituto ETCO e do FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade).


PALAVRA DO LEITOR

Patriotismo
Presidente Bolsonaro, o senhor pediu a autorização para a mobilização do povo brasileiro. Pois bem, dia 1º o povo autorizou. Agora a decisão é sua e dos seus comandados, para que o Brasil volte a passar confiança e credibilidade aos investidores, para que haja geração de emprego e prosperidade. Enfim, mais uma vez a população cumpriu com sua obrigação em querer ver o Brasil no caminho da ordem e do progresso. Agora é a hora de ver quem é patriota.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá


Retrocesso
Assino embaixo e parabenizo o leitor iluminista ‘batateiro e diarionete’, Paulo César Teixeira Ruas (Críticas lá e cá, dia 2), pela irretocável missiva enviada a este prestigioso periódico Diário. Os governos Lula e Dilma contribuíram sobremaneira para a pujança inclusiva da nossa amada Pátria! Que retrocesso ter sido eleito presidente ignaro e tosco.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Praças
Faço uso da praça na Rua Urucania, na Vila Linda, que tem aparelhos para ginástica. Alguns desses aparelhos estão quebrados, devido ao vandalismo; outros, por falta de manutenção. Já entrei em contato com a Prefeitura, mas a demora é muita. Além dessa, tem a praça da Rua Carijós, onde tem a Igreja Cristo Operário e o posto de saúde da Vila linda, também quebrada ou por falta de manutenção ou vandalismo. O parque da Vila Linda está cheio de mato! A gangorra está coberta pela grama. Já falei com a Prefeitura e não houve retorno. Dia 2 fui no posto de saúde do Jardim Alvorada, e a ‘academia ao ar livre’ também está precisando de manutenção. Nessas praças o simulador de escada está quebrado. Gostaria de ajuda da Prefeitura para resolver esses problemas.
Raquel Pereira da Silva
Santo André


Absurdos!
Estamos vendo o absurdo que acontece em nosso País. No Rio de Janeiro, governadores presos, corrupção, desvios de verbas e de equipamentos para ajudar no combate à Covid-19. Agora, secretário de Saúde e mais outros ‘ladrões’ presos. Transações milionárias. Prenderam meia dúzia, mas amanhã estarão soltos. Vergonha! Vemos políticos e ministros com discursos lindos, mas tudo mentiras. Governadores sem governabilidade falando besteiras, e o povo morrendo! Como deveriam agilizar a vacinação? Dinheiro tem, pois impostos que arrecadam são assustadores. Deveriam tirar porcentagem boa de deputados – estaduais e federais –, senadores e ministros, que ganham fábulas. Se tivesse agilidade nas vacinas morreria pouca gente! Quando chegar a época de vacinar jovens e crianças, idosos não existirão mais! Será que o País tem cemitérios para tanta gente? Outra coisa, nas eleições do ano passado não morria ninguém, e os comércios seguiam normais! Depois, começou a morrer e podia funcionar tudo. Estranho, não é amigos?
Antônio Souza
Santo André


Pazuello
Se a CPI esquentar para os lados do Palácio do Planalto, o ex-ministro da Saúde, aquele que um manda e o outro obedece, vai virar boi de piranha?
Tânia Tavares
Capital


Inaceitável
O respeito ao meio ambiente foi compromisso assumido pelos países desenvolvidos, para evitar a perda de condições de sobrevivência humana e do reino animal. Mas há fatos que exigem posicionamentos, como a constatação de que em apenas um ano o ministro Ricardo Salles assinou 721 medidas que causam impacto ao meio ambiente. Situação inaceitável.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)


Conchita de Moraes
Meus parabéns a este Diário e à jornalista Miriam Gimenes pela reportagem ‘Este teatro é minha vida’ (Cultura&Lazer, dia 2), entrevistando a responsável pelo tradicional Teatro Conchita de Moraes, Elizabete Barbosa Lucas, que está no cargo há 32 anos. Esse teatro fica no bairro Santa Teresinha, em Santo André, e, depois de permanecer fechado por alguns anos, vai passar por reforma para ser reaberto ao público com seus 220 lugares. Por esse palco já passaram artistas famosos, como os citados na reportagem, Antônio Petrin e Fernanda Montenegro. Algumas peças fizeram muito sucesso, como lembra Elizabete Barbosa, como O Menino Maluquinho, do livro de Ziraldo com o mesmo título, que ‘chegou a ter três sessões em um dia’.
Hildebrando Pafundi
Santo André 

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