Política

Com Lula apto, Marinho crava Haddad no pleito ao Estado




Diante do quadro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apto à disputa ao Palácio do Planalto, o mandatário paulista do petismo e ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, cravou o ex-ministro Fernando Haddad (PT) como nome certo internamente para concorrer ao governo de São Paulo, em 2022, na sucessão de João Doria (PSDB). Haddad era cotado pela cúpula da legenda a entrar novamente na briga pela Presidência, só que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de anular as condenações de Lula no âmbito da Lava Jato mudou o panorama.

“Haddad é nome da militância. Não está batido martelo (sobre a decisão) porque ainda está cedo (um ano e meio do processo eleitoral). Vamos construir tijolinho por tijolinho (esse plano de candidatura), atualizando diagnóstico e discutindo com cada segmento. Creio que essa eleição (do ano que vem) estará propícia para o debate, há expectativa positiva. Faremos trabalho junto com o projeto do Haddad”, pontuou Marinho, se referindo também ao fato de se colocar como postulante a deputado federal e, na condição de dirigente partidário, atuar na montagem das chapas proporcionais.

Ex-prefeito de São Paulo, Haddad não se manifestou ainda publicamente sobre a definição. Apesar de todo o desgaste institucional vivenciado no último pleito presidencial, em 2018, o PT, tendo o ex-ministro na cabeça da chapa majoritária, foi para o segundo turno, mas saiu derrotado para o então deputado Jair Bolsonaro (ex-PSL) – Haddad registrou 47 milhões de votos (44,87%) contra 57,7 milhões (55,13%) do atual presidente. Antes desta empreitada ao Planalto, o petista sofreu revés no projeto de reeleição na Capital, em 2016. Ele teve 16,70% ante 53,29% de Doria.

Marinho considerou que o cenário eleitoral tendo Lula com direitos políticos restaurados favorece o discurso para fortalecimento do projeto. “Evidentemente que muda, principalmente na conjuntura nacional isso cria horizonte importante para o Brasil. Percorrer cenário de reconstrução, recuperação do emprego e renda. Abre concretamente condição para falar de São Paulo, que vem perdendo participação no PIB (Produto Interno Bruto) e empresas. Existe sentimento que é possível crescer, inclusive as nossas bancadas, em especial com a liberdade de Lula, que estava impedido.”

O projeto de Haddad deve ser afiançado ao Palácio dos Bandeirantes, independentemente do voo solo de Guilherme Boulos (Psol), que anunciou pré-candidatura com discurso de unidade do campo da esquerda. Na última eleição ao Estado houve prévias, quando o próprio Marinho, ungido por Lula, participou da briga interna – depois de 12 anos de hiato sem disputa – com o ex-prefeito de Guarulhos Elói Pietá.  

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