Política

Movimentos políticos intensificam atuação contra Bolsonaro


Movimentos políticos e de cunho suprapartidários têm intensificado atuação contra as ações adotadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), a cerca de um ano e meio da eleição de 2022. Assim como outros blocos atacaram a condução da gestão federal durante a pandemia de Covid-19 na região, o grupo Acredito protagonizou na última semana manifesto ao espalhar <CF51>outdoors</CF> pelo Grande ABC com críticas voltadas, principalmente ao ritmo da vacinação no País.

Foram identificados, ao menos, cinco <CF51>outdoors</CF> na região, como em Santo André (na Rua Oratório e Rua Coronel Alfredo Fláquer), São Bernardo (Viaduto José Fernando de Medina Braga e Avenida Servidei Demarchi) e Diadema (Avenida Piraporinha), tendo a imagem de Bolsonaro, com dizeres sobre falta de gestão e planejamento nas ações de combate à pandemia do novo coronavírus, por exemplo. “Se tivesse vacina, comércio estaria aberto. Mas não teve”, ostenta um dos materiais bancados pelo grupo.

Co-fundado pela deputada federal por São Paulo Tábata Amaral (PDT), o movimento é mais um dos blocos que pede renovação política e defende o fim das regalias dos políticos. Além da pedetista, o coletivo também conta com o parlamentar federal Felipe Rigoni (PSB), o senador Alessando Vieira (Cidadania) e o deputado estadual Renan Ferreirinha (PSB) como lideranças.

Além dos outdoors, que também foram distribuídos em outras cidades, a exemplo de São Paulo, o movimento Acredito faz coro à frente que debate o impeachment de Bolsonaro. “O movimento Acredito atua sempre de acordo com aquilo que traga benefícios ao bem comum, que seja fundamentado na ciência e em propostas reais baseadas em dados e evidências que melhorem a vida do brasileiro”, declarou Leandro Marques, líder do núcleo Grande ABC do Acredito. “Arrecadamos mais de R$ 50 mil em uma semana para expor os crimes cometidos pelo governo federal”, emendou.

Outro grupo suprapartidário que tem elevado o tom de ataques a Bolsonaro é o MBL (Movimento Brasil Livre), conhecido pela atuação na cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ainda que no começo do mandato o grupo defendia a gestão, o namoro foi curto. Um dos líderes do MBL, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM) tem apoiado e articulado no Congresso o impedimento de Bolsonaro, sob alegação de inanição no combate à crise sanitária.

Vereador por São Bernardo, ligado diretamente a Bolsonaro, Paulo Chuchu (PRTB) defendeu as ações do governo federal, como as compras da vacina, e afirmou que o movimento Acredito deveria ter usado dinheiro dos outdoors para ajudar quem precisa nesse momento. “Chamam o Bolsonaro de genocida, mas não há embasamento”, sustentou.

No Grande ABC, Bolsonaro foi o mais votado nos dois turnos da eleição presidencial ocorrida em 2018. Na primeira etapa, o presidente obteve 723,6 mil sufrágios. Já na segunda fase, o capitão da reserva recebeu, 900,4 mil votos na região e venceu em todas as 23 zonas eleitorais, na disputa contra o ex-ministro Fernando Haddad, candidato do PT.  

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