Política

Na rota da esperança


O poder devastador do novo coronavírus, que continua a causar mortes, casos e pavor em grande escala no mundo, e em particular no Brasil, também traz incertezas quanto ao futuro de empresas – dos mais variados segmentos – que fazem parte da história e estão na memória de boa parcela da população do Grande ABC. Basta andar pelos centros comerciais mais famosos da região para confirmar o que se ouve aqui e ali.

São muitas placas de aluga-se em fachadas de estabelecimentos que até março do ano passado, quando a pandemia chegou por aqui, eram apinhados de clientes. E que não resistiram a praticamente um ano fechados (ou quase) devido às medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19.

Mas o vírus também deixa suas marcas em locais distantes de áreas centrais – e menos glamourosas, digamos –, como mostra reportagem de hoje deste Diário sobre o fechamento temporário do Santo Antônio, tradicional restaurante da Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo, localizado no bairro Batistini. Aliás, até agora um dos últimos grandes que resistia – São Judas, São Francisco e Florestal encerraram atividades nos últimos anos.

Os proprietários do estabelecimento, com atividades ininterruptas há 59 anos, até que mantiveram a casa aberta durante a pandemia, mas sucumbiram diante da constatação de que o sistema delivery não rendia o suficiente para pagar as contas de um restaurante com 13 funcionários fixos e área de 2.400 m². Um gigante difícil de manter, e que para dia 25. Antes dele e também na rota, o Para Pedro já tinha sido fechado temporariamente.

Ainda não se sabe se suas mesas voltarão a ser ocupadas, apesar da promessa dos quatro irmãos que comandam o Santo Antônio de que as portas vão reabrir assim que a pandemia passar e a população estiver vacinada. Esperança que move o desejo de manter a tradição de uma rota gastronômica que extrapolou o Grande ABC. 

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