Palavra do Leitor

Vacina e novas doses de resiliência


Uma das palavras mais mencionadas nos últimos meses em todo o mundo foi pandemia. A outra, saúde. E a terceira, resiliência – habilidade de quem é capaz de transformar experiências negativas em aprendizado, conseguindo, inclusive, tirar benefício delas. Resiliência vem com os anos e pode ser aplicada tanto na vida pessoal quanto na profissional – pouco diferente da saúde, a qual vamos perdendo com o passar da idade. No meio desta crise que vivemos, ambas são mais necessárias do que nunca. Primeiro porque o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e, em muitos casos, nos sufoca, haja vista a pressão a qual somos submetidos. Constantes mudanças no ambiente de trabalho, demissões em alta, diminuição de salários e redução de vagas provocam insegurança e levam à exaustão emocional, prejudicando sobremaneira a saúde. Por mais que nós, da área de gestão de pessoas, estejamos desenvolvendo inúmeras ações para proporcionar confiança, somos impactados por macroambiente instável. Nesse cenário, resilientes se sobressaem, pois enxergam desafios como necessários e veem em cada problema oportunidade – minimizando danos ao bem-estar físico e mental.

Não quero dizer que pessoas com pouca resiliência perderão empregos ou ficarão doentes. Para cada função, determinadas virtudes. Mas, se resolver problemas e conflitos e saber lidar com opiniões e pessoas diferentes são aptidões do profissional do futuro, está aí grande oportunidade para os resilientes. Vejamos pela ótica da pandemia. Trabalhar em home office, longe dos colegas de trabalho, com a vida social praticamente resumida a eventos virtuais, sem poder viajar com a mesma intensidade de anos anteriores e com restrições diárias inimagináveis. Ora, quem em sã consciência seria capaz de dizer que conseguiríamos viver assim? Em meio a tudo isso, a resiliência veio junto com a obrigatoriedade da máscara e do álcool gel.

Inteligência emocional foi outra vocação exigida pela pandemia. Se tornou item de primeira necessidade. Ela está dentro de cada um de nós. Na educação que recebemos, nos ‘nãos’ que ouvimos e nas frustrações que vivemos. Como, por exemplo, não poder ir para a praia no próximo feriado ou aproveitar hotel à beira da praia nas próximas férias. No fim das contas, a Covid-19 nos obrigou a sermos inteligentes no âmbito emocional, mas, ao mesmo tempo, nos ensinou a importância dela. Sairemos desta pandemia melhores e mais fortes. Porque, se formos capazes de superar todas intempéries causadas pelo novo coronavírus, estaremos aptos a enfrentar adversidades familiares e profissionais. A vacina para a Covid-19 vai imunizar a todos, em breve. Mas não podemos, jamais, esquecer das doses frequentes de resiliência das quais precisamos.

Leandro Figueira Neto é diretor de recursos humanos do Grupo Marista.


PALAVRA DO LEITOR

Supremo
Pobre do país onde a Justiça considera o rito processual mais importante que o crime em si.
Vanderlei A. Retondo
Santo André


Medo por quê?
Se não há corrupção, falcatruas, roubos, por que o ‘mito’ está com medo da CPI? Sério risco de descobrirmos que ele é um erro. Erramos, meninos! Vou morrer e não vou ver tudo!
Paulo Cesar Teixeira Ruas
São Bernardo


Filinto Muller
Solicito que seja podada, ou cortada, árvore em frente de minha residência, na Rua Filinto Muller, no bairro Alves Dias, em São Bernardo. A planta possui aproximadamente 20 metros de altura, e pode causar acidentes e até mesmo mortes, caso venha cair. Informo que já dei entrada no Poupatempo, em 16 de maio de 2019, com o número de protocolo 77.080; e mais de 30 telefonemas para o departamento de parques e jardins; falei com a chefia, e um senhor, de nome Joab, compareceu ao local, analisou a situação e informou que iria mandar arrancá-la no dia seguinte. Estou aguardando até hoje, ninguém compareceu. Fico muito inconformado e preocupado com essa situação. Peço por gentileza que este pedido chegue ao prefeito Orlando Morando, e espero retorno com urgência para resolver a situação.
Orlando de Oliveira Mota
São Bernardo


Pobre PT
É visível a qualquer cidadão que acompanha a política regional a queda de qualidade dos políticos eleitos pelo PT na última década. Houve época em que os petistas despontavam como os mais participativos, quer na situação ou na oposição. Não era raro que dentre os eleitos encontrássemos professores, economistas, médicos, arquitetos, engenheiros etc, sempre com mandatos atuantes e expressivos. Alguns migraram para outras siglas, outros desistiram das urnas. Temos também aqueles que perderam nas urnas para outros que são mais populistas. De quem é a culpa? Ouso dizer que é do próprio partido, que se envolveu em muitas situações nada republicanas e que, também, passou a perseguir aqueles que, após eleitos, passaram a se importar mais com a cidade, e menos com o partido. Exemplo mais recente é esse da suspensão do vereador Eduardo Leite, pelo motivo de o mesmo elogiar as boas ações que vêm sendo tomadas pelo atual governo tucano em Santo André. O citado vereador sempre teve bom mandato, além de se mostrar político ponderado e equilibrado. A continuar nesse ritmo, o PT pode acabar, nas próximas eleições, sem qualquer representante na Câmara de Santo André. Triste fim para partido que já dominou a cena política em nossa região, inclusive com nomes locais, ocupando os mais altos cargos do País. Desejo boa sorte ao vereador Eduardo Leite!
Francisco de Oliveira Junior
Santo André


Milagre
‘São’ Fachin e os dez blá-blá-blás ressuscitaram Lula (Políticas, ontem). Seus ex-viúvos e ex-viúvas estão em estado de graça. O Brasil regride 30 anos e serve de chacota internacional como o País que prende o juiz e liberta o criminoso. Ah, ‘São’ Fachin não é suspeito. Ele só era advogado do PT e foi nomeado por Dilma.
Donaldo Dagnone
Santo André


Assiduidade
Sei que esta coluna é livre e aceita toda e qualquer manifestação, desde que dentro das regras do jornal. Porém, causa estranheza a assiduidade com que missivista de São Carlos, no Interior de São Paulo, aparece nesta Palavra do Leitor, sempre criticando, até de forma grosseira, o presidente. Apesar de ser coluna para todos, gostaria de saber por que esse cidadão faz uso dela com tanta frequência. Será por que esta é região que conta com muita gente contra o governo, por ser o berço do PT? Ou será por que o prezado missivista não tem plateia na região dele? Reconheço que a plateia da nossa região aplaude, em grande número, as palavras desse leitor.
Sebastião Carlos de Oliveira
Santo André 

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