Política

Com liberação, consigo vacinar em 40 dias, diz Tite Campanella




O prefeito de São Caetano, Tite Campanella (Cidadania), sustentou que a partir da liberação para compra de vacinas contra a Covid-19 no País o município tem condições de imunizar toda a população da cidade acima de 18 anos dentro de prazo de 40 dias. Em balanço sobre os 100 dias à frente do Palácio da Cerâmica, o chefe do Executivo destacou atuação no combate à crise sanitária e que o governo concretizou “ajuste fiscal rigoroso”, principalmente desde janeiro, medida considerada essencial para assegurar a reserva financeira no valor de R$ 12 milhões especificamente para aquisição do material.

“Deixamos separados em torno de R$ 12 milhões para aquisição de vacinas. Precisaríamos de 180 mil doses. São 90 mil moradores, entre 18 e 59 anos, que não seriam automaticamente contemplados pelo Estado na imunização (num primeiro momento). O custo estimado da dose de Coronavac é de US$ 7,65 (cada)”, pontuou. Ainda sem negociação no mercado, não há prazo, contudo, para o começo do processo. Ele assumiu o Paço em meio ao agravamento da pandemia – o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSDB), mais bem votado no pleito municipal, tenta reverter quadro desfavorável na Justiça Eleitoral.

Para cumprir a proposta, Tite garantiu que o município possui o “dinheiro, estrutura e know-how, só falta a vacina”. “Pode ser que apareça a qualquer momento (possibilidade de compra)”, disse, frisando que “São Caetano é a cidade com mais de 2.000 habitantes que mais vacina no Estado”, de acordo com ranking computado pelo próprio governo paulista. O prefeito apontou que o Paço registrou quatro protocolos de intenção de aquisição, assinados com laboratórios, além das iniciativas encampadas pelo Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos).

Tite assinalou que a arrecadação da Prefeitura de São Caetano “está se comportando bem” nos primeiros meses, sem queda de receita, a princípio. Pontuou, por sua vez, que houve decisão por contingenciamento de 6% em todas as secretarias, bem como revisão de contratos para “cortar a gordura”, em especial de vínculos junto a empresas terceirizadas. Filho do ex-prefeito Anacleto Campanella, ele reafirmou ainda que aguarda pelo retorno de Auricchio à cadeira. “Estamos esperando, esquentando o lugar para ele, que é o prefeito eleito em 15 de novembro. Eu sou vereador, presidente da Câmara. A equipe é dele, assim como as políticas implementadas são as do programa de governo elaboradas antes da campanha. Defino esse período como de lealdade, austeridade e trabalho.”

INTERVENÇÕES
Tite salientou que o governo vem tocando as obras e projetos iniciados por Auricchio, a exemplo do Atende Fácil Saúde, no bairro Santo Antônio, intervenções nas redes de esgoto da Avenida Kennedy e reforma de unidades escolares. O prefeito reconheceu, no entanto, que as tratativas para o contrato da operação de crédito, no valor de US$ 50 milhões, com a CAF (Corporação Andina de Fomento), banco de desenvolvimento da América Latina, estão paralisadas em decorrência da pandemia – o financiamento vai bancar revitalização do bairro Fundação, como piscinões e readequação do Viaduto Independência. “Eles estão aguardando amenizar a situação para retomar negociações.” O Paço decidiu retirar do pacote as obras do Parque Mararazzo para implantar com recursos próprios, na ordem de R$ 8 milhões. 

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