Palavra do Leitor

Aniversário de fé e solidariedade




A nossa cidade completa hoje 468 anos de história e superação. Era para ser um dia de festa. Mas, como festejar diante do momento difícil que vivemos? É impossível! Então, que possamos parar por alguns instantes e refletir sobre quais lições podemos tirar deste que é o período mais desafiador da nossa história. Solidariedade, resiliência e disposição se tornaram combustíveis essenciais para enfrentarmos todos os desafios que se anunciam. A cidade já soube se reinventar, a partir da nossa gente trabalhadora, em todos os desafios que se levantaram. A terra mãe dos paulistas, conforme estampado em nossa bandeira, Santo André foi fundamental para o desenvolvimento do nosso Estado, partindo da linha férrea, orgulhosamente construída na belíssima vila inglesa Paranapiacaba.

Mudamos, a partir da automatização industrial, a nossa vocação para cidade de tecnologia e prestação de serviços, que bem acolhe, que desenvolve inovação, que pensa e se prepara para o futuro dos 500 anos. E é pensando no futuro, com a esperança do presente, que cuidamos tão bem das nossas crianças. Se neste momento não foi possível encontrar os nossos pequenos nas salas de aula, então, que a tecnologia e a merenda do dia a dia encontrem eles em suas próprias casas. Não será esta impensada realidade, que há 13 meses nos assola, que terá o poder de nos tirar a esperança por dias melhores.

São tempos difíceis, em que cuidar da saúde da nossa gente virou prioridade absoluta. Novos leitos, dedicação dos nossos heróis da saúde e a solidariedade da nossa gente, que soube compartilhar um pouco do que tem com aqueles que mais precisam. Transparência, planejamento, generosidade e fé na ciência. Este tem sido o nosso guia. Direção que nos conduzirá a tempos melhores, com pessoas melhores. O medo e a tristeza que, por vezes, nos impactam, não serão maiores do que a fé que depositamos na nossa gente. Sempre unida, saberá se reerguer e continuará sua jornada, que nos enche de orgulho e reforça ainda mais o nosso amor por esta cidade.

Que venham vacinas que nos protegem do novo coronavírus, que venham novos desafios para aquecermos nossa economia, que venha esse ‘novo normal’, a ser desafiado pela nossa velha e conhecida solidariedade. Que neste aniversário a cidade possa orar por aqueles que partiram e por aqueles que sentem doloroso peso do luto. Que possamos agradecer quem se coloca na linha de frente para que serviços essenciais permaneçam em funcionamento. Mas, fundamentalmente, que possamos encontrar forças para nos reinventarmos e construir futuro melhor para todos nós. E este dia será, sem dúvida, de muita festa, de abraço e de celebração da vida.

Paulo Serra é prefeito de Santo André. Ana Carolina Serra é presidente do Fundo Social de Solidariedade.


PALAVRA DO LEITOR

Dia 7, do Jornalista – 1
Parabéns a todos os jornalistas, pelas batalhas diárias para nos trazer informações precisas, principalmente nesses tempos nebulosos de pandemia, Bolsonaro, negacionismo e fake news.
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)


Dia 7, do Jornalista – 2
Parabéns a esses profissionais neste 7 de abril, Dia do Jornalista, que cumpre missão tão importante de informar, comunicar, transformadora e social. Eu diria, até fundamental, para salvar vidas em tempos tão difíceis de pandemia. Desejo saúde e prosperidade a todos os profissionais.
Valter Moura, presidente da Associação Comercial e Industrial de São Bernardo


Dia 7, do Jornalista – 3
Parabéns aos jornalistas do nosso País, que cumprem, diariamente, missão democrática e cidadã! A luta começou com o médico e jornalista Líbero Badaró, morto em 1830, por tiro disparado por pessoas ligadas a D. Pedro I. De lá para cá, as coisas só pioraram para jornalistas. O Brasil continua sendo um dos mais perigosos do mundo para quem exerce a profissão. O Oriente Médio vem em primeiro lugar. Em segundo, a América Latina, onde nos incluímos. Não são só governos autoritários (mesmo em democracia como a nossa) que perseguem jornalistas. A Covid é outra grande inimiga desses profissionais. De 2020 para cá, já chegamos a quase 200 mortes pela doença. O jornalista defende democracia, liberdade de expressão, desde quando a profissão existe. Hoje surge também a batalha contra fake news: desvendar verdades escondidas em falsas notícias. Nos regimes autoritários, jornalistas têm poucas saídas: ou rezam pela cartilha dos governos de plantão, ou são presos e podem ser mortos.
Ricardo Patah,
presidente nacional da UGT


Dia 7, do Jornalista – 4
Neste dia (ontem) em que fazemos memória de nossos caros amigos jornalistas, queremos agradecer por todo o empenho e dedicação de sempre, em especial neste tempo que vivemos, onde a comunicação alçou voos inimagináveis e tornou-se um serviço essencial. Não é à toa que o Dia do Jornalista é comemorado no Dia da Saúde. Isso serve para recordar-nos que os comunicadores, a seu modo, são também heróis, assim como os profissionais da saúde. São heróis ao combater a ignorância, as fake news, que também são vetor de morte, diante da pandemia global que estamos vivendo. São heróis ao levar a informação para dentro de inúmeros lares ao redor do mundo; são heróis ao viver constantemente o ‘vinde ve’. Com carinho, rogamos a Deus e oramos pela vida de cada jornalista, desde os que saem a campo, os que estão nas redações, bancadas de telejornal, enfim, cada qual vivendo sua vocação de comunicar. Deus os abençoe e multiplique seus dons! Abraços fraternos e nossa bênção.
Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo da Diocese de Santo André


Dia 7, do Jornalista – 5
Gostaria de aproveitar a oportunidade pelo Dia do Jornalista, embora um pouco tardia, para cumprimentar o colega Francisco Lacerda e demais integrantes que fazem deste nosso Diário arma democrática, onde seus profissionais podem exercer jornalismo sério, levando até milhares de leitores notícias que dizem única e exclusivamente verdades dos fatos, custe o que custar, doa a quem doer. E também aproveito a oportunidade para agradecer-lhe pelo aproveitamento às minhas colaborações nesta Palavra do Leitor, possibilitando que, mesmo desempregado, possa exercer a nobre arte de escrever opinando sobre reportagens publicadas neste nosso Diário. Gostaria que o prezado e respeitável colega transmitisse minha mensagem a todos os jornalistas desse sexagenário jornal, que tive a felicidade de fazer parte como repórter, em outros saudosos tempos. Abraço.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema 

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