Palavra do Leitor

E eis que tudo se fez novo!


Na manhã daquele bendito domingo da Páscoa, Maria Madalena vai, logo cedo, ao túmulo onde se tinha colocado o Santíssimo corpo de Jesus. Mas lá chegando, viu a pedra fora do lugar, e o corpo não estava lá, tinha ‘sumido’. Onde o colocaram? O que fizeram com o corpo do Senhor? Eis que aparecem anjos dizendo que Ele tinha ressuscitado, e, logo depois, o próprio Jesus aparece vivo a Maria Madalena. A alegria tomou aquela mulher, que voltou rapidamente para encontrar os apóstolos de Jesus e dar a maior notícia de todos os tempos: ‘Eu vi o Senhor’. Mas como viver essa alegria em tempos que a tristeza, a desilusão e o medo tomam conta do nosso coração e da nossa alma, por causa da pandemia do coronavírus? Como viver a Páscoa do Senhor se, em muitos lugares, como no ano passado, as igrejas estão fechadas para a participação presencial dos fiéis? Como se alegrar, se em muitas famílias a dor, a preocupação e o luto ocupam lugar enorme?

Maria Madalena e todos os outros seguidores de Jesus também estavam tristes, desiludidos, decepcionados, pois Jesus tinha morrido e, com Ele, a esperança deles. A pandemia daquela época era a de não poder dizer que eram cristãos e que amavam Jesus. E ‘agora’? Agora é preciso ir ao túmulo de Jesus e ver que Ele não está mais lá, a pedra foi retirada, Ele ressuscitou, a morte não foi capaz de vencê-lo, muito menos de detê-lo. Ele está vivo! Ressuscitou! Nesse tempo, somos chamados a viver a mesma experiência de Maria Madalena, de ir ao encontro de Jesus, mesmo que seja nos túmulos, ou nos leitos de um hospital onde estão nossos entes queridos, amigos, e lá nos encontrarmos com Jesus, o vencedor da morte e da dor. Mesmo que esteja doendo muito, como, com certeza, estava doendo em Maria Madalena. Mesmo que estejamos abatidos pela ausência de alguém que amamos. Mesmo que não tenhamos fé o bastante para acreditar que a ressurreição é a verdade, Deus é maior que tudo e, com certeza, nesses momentos de calvário, se faz presente ainda mais na nossa vida.

Que possamos ir com fé ao encontro do Senhor ressuscitado, na dor e na perda, com a certeza de que Ele nos dará esperança, alento e força para vencermos mais esta batalha, e nos devolverá a alegria. Com sua Páscoa, o Senhor nos ensina que a esperança não decepciona, como São Paulo diz em sua carta aos Romanos. Sim, vivemos tempos difíceis, mas piores são tempos longe do Senhor ressuscitado, quando nos voltamos para nós mesmos e não vemos que existe, com a Páscoa, proposta de vida nova e esperança de que, repito, não nos decepciona! Apesar de tudo que vivemos, desejo que a alegria de poder esperar em Deus nos ajude a ter Santa Páscoa.

Anderson Marçal Moreira é padre, integrante da Comunidade Canção Nova, doutor em teologia pastoral bíblica e litúrgica e atualmente está à frente da Paróquia Santa Cândida, em São Paulo.


PALAVRA DO LEITOR

Para enaltecer
Observo em quase todos os municípios que a maioria dos novos prefeitos cria e renova o logotipo e o slogan do seu antecessor. O ‘desenho’ ou ‘frase’ são dos mais diversos motivos. A maioria para enaltecer sua administração ou enfatizar o corporativismo partidário. Do mesmo modo que o brasão municipal, o logotipo deveria ser instituído por lei, com consulta de pelo menos um quarto dos eleitores e referendado pela Câmara. Assim evitaríamos a malversação do nosso erário. Vox populi vox dei (voz do povo, voz de Deus).
Otavio David Filho
Ribeirão Pires


Nove em dez
Muito interessante a reportagem neste Diário que diz que sete em cada dez moradores do Grande ABC querem o lockdown (Setecidades, dia 30). Talvez seja necessário mesmo. Mas também queria ver pesquisa sobre o que a população acha de os vereadores da região doarem parte dos salários para ajudar as prefeituras no enfrentamento da Covid-19. Tenho certeza que seria quase a totalidade, tipo nove em cada dez moradores. Ou talvez até familiares votassem a favor, porque não é possível se manterem alheios.
Suzana De Marchi
São Bernardo


Abram o olho!
Tenho um alerta às forças de segurança, que tanto apoiam Bolsonaro: vocês não foram colocados como grupo prioritário na vacinação contra Covid, mesmo sendo atividade essencial. Mas não é a primeira vez que ele vira as costas à classe. Já havia prejudicado a categoria na Previdência, vetado reajustes salariais por 15 anos e ainda tenta tirar a estabilidade do setor. Difícil entender por que ainda apoiam essa farsa de governo.
Ulisses Noronha
São Caetano


Restrições
Recado às pessoas que criticam os prefeitos da região e até o governo do Estado pelo comércio fechado. Procurem se informar direito, que não seja pelas redes sociais do chefe da Nação. Chega de fake news, que começaram com a facada mentirosa. O comércio está fechado porque o presidente recusou milhões de doses de vacina no ano passado e depois não comprou os imunizantes necessários para toda a população. Agora, por favor, respeitem as restrições, elas estão salvando vidas. E passem o cobrar seus presidente. Ele é o maior culpado.
Janete Maria Florêncio
Santo André


O que dizem?
Ainda continuo me perguntando até os dias de hoje, dois anos após a ascensão do maior embuste da política brasileira ao maior cargo de poder no País, como um presidente tão ignóbio consegue continuar enganando tanta gente que se acha inteligente, que, inclusive, nega que ele seja genocida. Era por ódio ao PT? E o que acham agora de pagar quase R$ 6 no litro de gasolina, ou R$ 30 no pacote de arroz?
Ivete Romão Fuentes
Santo André 

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