Cena Política

Uns desdenham e outros sondam


Não é segredo no meio político que o vereador Eduardo Leite (PT), de Santo André, eleito para a terceira legislatura consecutiva, tem sido alvo de ataques no petismo local após integrar a mesa diretora da Câmara, tendo um tucano na presidência, e diante de elogios ao governo de Paulo Serra (PSDB) na condução da pandemia de Covid-19. No ano passado, o parlamentar renovou o mandato ao obter 3.369 votos – o 11º eleito mais lembrado nas urnas. Chegou a ser principal cotado para encabeçar chapa majoritária no pleito municipal. Conhecido por seu discurso polido, sem extremismos, já foi classificado, nos bastidores, como um tucano dentro do PT, a despeito do histórico, inclusive, familiar do político – seu pai, Antônio Leite, por exemplo, acumula quatro mandatos no currículo pelo PT e participação nas gestões da legenda no Paço. Diante do atual cenário, ele aparece na lista de prioridades de partidos que compõem a base governista. Lideranças de siglas aliadas do Paço, como PV, PDT e PSD, veem potencial no vereador para entrar na disputa sucessória de Paulo Serra.  

Chamou atenção

 Os mais atentos aos acontecimentos da última sessão ordinária da Câmara de Santo André identificaram situação atípica no trâmite da votação do projeto do governo Paulo Serra (PSDB), que trata de autorização para o Paço contratar linha de crédito no valor de até R$ 1,2 bilhão para pagamento de precatórios. O oposicionista Ricardo Alvarez (Psol) quase emplacou pedido de adiamento da matéria. A situação chamou atenção, tendo em vista a expressiva bancada considerada governista na casa – 18 dos 21. Há quem diga que o placar se deu para sinalizar incômodo do grupo. Entre as situações, com cargos da vereadora Silvana Medeiros (PSD, foto), recém-ingressa ao mandato, na Prefeitura, além da articulação no Legislativo. 

Recém-chegada

 A parlamentar Silvana Medeiros (PSD), de Santo André, assumiu a cadeira na Câmara no começo de março. Passou a exercer o mandato com o afastamento de Marilda Brandão (PSD), que, dias depois, veio a óbito, vítima de complicações da Covid-19. A pessedista irá permanecer no assento durante toda a licença de Edson Sardano, hoje secretário de Segurança. Ela é mulher do ex-vereador Marcos Medeiros, diretor jurídico do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Em sua biografia registrada no site oficial do Legislativo, destaca ser de linhagem cristã conservadora, contra ideologia de gênero, e representante da cidade no projeto Salve uma Mulher, a convite do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves. 

 Quadro de Bigodinho

 Segundo suplente do PV de Santo André, Edson Bigodinho – que assumiu parte do mandato na legislatura anterior, com a licença do ex-vereador Toninho de Jesus, então no PMN – está internado no CHM (Centro Hospitalar Municipal) com diagnóstico de Covid-19. Ontem, perfil em suas redes sociais registrou que ele continua entubado, mas que boletim médico relatou avanço do quadro de saúde. “Ele acordou hoje pela manhã”, diz o texto, citando também que o pulmão apresentou nova melhora progressiva. Bigodinho é comerciante e conhecido por seu trabalho como palhaço em eventos e instituições sociais e de saúde. No pleito de 2020, amealhou 1.601 votos.

 Plenária virtual

 O PT de São Bernardo realizou plenária virtual na quinta-feira que reuniu cerca de 200 pessoas. Entre as presenças, a presidente nacional da sigla, deputada Gleisi Hoffmann, o mandatário paulista do petismo e ex-prefeito, Luiz Marinho, o dirigente local da legenda, Cleiton Coutinho, e o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. A reunião, transmitida pela página da agremiação na cidade, abordou, principalmente, a conjuntura política pós-decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) nos âmbitos estadual e nacional. 

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