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Esquadrão Andreense planta árvore para cada gol do Ramalhão




Quem ainda teima em associar torcidas uniformizadas a bagunça, briga, violência e drogas está generalizando e cometendo um grande erro. Prova disso é que a Esquadrão Andreense, uma das organizadas do Santo André, promoveu ação digna de aplausos: plantou uma muda de árvore para cada gol marcado pelo time na temporada 2020. Em 13 jogos do Paulistão, o time balançou as redes em 14 oportunidades. Assim, foram realizados os plantios de espécies nativas da Mata Atlântica, como manacá-da-serra, cereja-do-rio-grande e Pitanga em praças do Jardim Stella, Jardim Bom Pastor e Vila Scarpelli.

“A sensação é totalmente satisfatória. O sentimento é de gratidão e conscientização para mim e todos os integrantes que participaram. É ação a longo prazo, porque é para nossos filhos e netos”, exaltou o presidente da Esquadrão Andreense, Rodrigo Gissoni. “Esperamos fazer a cada ano e que vire uma rotina”, continuou o mandatário da uniformizada.

A ideia é, além de dar sequência, incentivar outras torcidas, empresas etc. “Através desta ação queremos atingir outras entidades e órgãos públicos para que tenham um olhar para o futuro. Isso se torna ainda mais importante com todo desmatamento dos últimos anos”, afirmou Rodrigo Gissoni. “A princípio, parece pouco, mas que incentive outras pessoas e entidades a fazerem o mesmo, que será muito.”

De acordo com o ex-presidente da torcida e idealizador da ação Gol do Ramalhão é uma Árvore no Mundão, Fernando Noé, que é professor de geografia, o ato é fundamental, ainda mais em uma cidade que tem 55% do território do município inserido em área de proteção e recuperação de mananciais.

“Não basta plantar. Preservar é muito importante. É garantir também um dos direitos humanos, que é o direito a água. Por volta de 40% da Mata Atlântica é formada por espécies endêmicas, ou melhor dizendo, só crescem e se desenvolvem aqui. O desmatamento pode facilitar a extinção de várias espécies que poderiam ser estudadas e utilizadas como biofarmacológicos no tratamento de doenças”, declarou. 

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