Cena Política

Catracas em Diadema dão dor de cabeça


O clima segue tenso na Secretaria de Transportes de Diadema, chefiada por José Evaldo Gonçalo, diante da possibilidade real de a principal promessa do prefeito José de Filippi Júnior (PT) na área não se concretizar no período programado pelo Paço. No cargo do Executivo pela quarta vez – único político do Grande ABC a conquistar o feito, caso José Auricchio Júnior (PSDB), de São Caetano, não reverta cenário adverso (em análise recurso no TSE -Tribunal Superior Eleitoral) –, o petista se comprometeu a retirar as catracas dos terminais municipais, o que traria impacto direto no bolso dos munícipes. Perto de completar 90 dias do exercício vigente, até agora, não houve sinalização positiva a respeito da medida, classificada como arriscada desde o início. E envolve o governo de São Paulo. Para piorar a situação, servidores indicados pelo titular da pasta – considerado truculento – têm sido acusados de assediar funcionários de carreira. Ou seja, a demanda, acrescida de desdobramentos internos, ainda gera dor de cabeça para Filippi, como saldo adicional ao recrudescimento da pandemia de Covid-19. 

‘Não’ a Paulo Freire

 A Câmara de Diadema aprovou há uma semana projeto, de autoria do vereador Josa Queiroz (PT), atualmente dirigente do Legislativo, que declara o educador Paulo Freire como patrono da Educação da cidade – a proposta contabilizou 19 votos favoráveis e apenas um contrário, do parlamentar Cabo Angelo (PV). O verde justificou que o crivo se deu por “não acreditar que Paulo Freire seja um exemplo a ponto de ser alçado a status de patrono da Educação de Diadema”. Ele alega que ''Pedagogia do Oprimido'', o educador rasga elogios a Fidel Castro, Che Guevara, Mao Tsé-tung e Lenin, líderes considerados totalitários, e com isso, “ignora o sangue de inocentes derramados por essas personalidades, que foram responsáveis por genocídios covardes ao longo da história”.

Sem diálogo

 Vereadores de Rio Grande da Serra, tanto da base governista quanto integrantes da bancada de oposição, reclamam da falta de diálogo por parte do prefeito Claudinho da Geladeira (Podemos), prestes a completar três meses no cargo e que passou boa parte de sua trajetória política na Câmara local. Não há reunião com frequência ao lado de componentes do governo, comum em cidades vizinhas, para tratar das pautas prioritárias da administração. Pelo contrário. Os parlamentares, da situação, principalmente, criticam a boca pequena cenário bem inusitado de ficarem cientes das decisões adotadas pelo chefe do Executivo por terceiros ou até mesmo pela imprensa. 

  Compra de vacinas

 Conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Sidney Beraldo afirmou, em entrevista à Rede Alesp – canal da Assembleia Legislativa –, ser boa a iniciativa de Estados e municípios de se unirem para a compra de vacinas contra a Covid-19. Ele ponderou, no entanto, que, sem planejamento adequado, o País pode acabar adquirindo mais doses do que é necessário. Beraldo também falou sobre a iniciativa do consórcio organizado pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos), no qual mais de 2.600 cidades já demonstram interesse na participação, incluindo as da região. “A ideia é boa porque, com a adesão de muitos municípios, a escala de compra é grande, os preços caem. Mas repito: planejamento e coordenação são fundamentais para que não desperdicemos recursos já escassos com vacinas que podem não ser usadas. Temos que ficar atentos.”

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