Palavra do Leitor

Pandemia acelera a digitalização


O ano de 2020 foi, sem dúvida, turbulento para o planeta. O que antes era visto só no cinema, chegou para assombrar toda a população mundial. Foi assim que a pandemia da Covid-19 se tornou realidade. O distanciamento físico se fez necessário e entramos em quarentena que não tem fim, precisando aprender a viver de modo diferente. Como consequência, os nossos comportamentos mudaram. O coronavírus tem prejudicado as pessoas em diversos âmbitos, principalmente no comércio, para pequenas empresas e autônomos. Todo esse impacto de mudanças repentinas fez com o que mundo se tornasse ainda mais digitalizado: videoconferências, compras on-line e aulas e cursos na internet.

Segundo pesquisa do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas), a pandemia estimulou a digitalização dos micro e pequenos negócios. Para se ter ideia, em janeiro de 2021, 70% das empresas já atuavam nas redes sociais, aplicativos ou na web para impulsionar as vendas. Ou seja, de certa forma o coronavírus forçou o empreendedor a acompanhar as tendências do mercado e a ingressar no mundo virtual.

Apesar das dificuldades enfrentadas pela maioria dos empresários que não eram adeptos ao on-line, fazer parte de canais como redes sociais e e-commerce, era alternativa simples para vencer os obstáculos. Agora, já presente nesses meios, investir em marketing digital é forma de ajudar no crescimento da empresa, uma vez que a ferramenta possibilita alcance maior no número de pessoas, fazendo com que as publicações da sua marca sejam direcionadas para o público do seu interesse, em diversas regiões do País.

Por sua vez, os consumidores entenderam, aprenderam e se acostumaram com a era digital, o que aumentou a exigência pelo imediatismo – promovendo, também, o aumento da concorrência entre as marcas. Hoje, quando buscamos no Google por algum produto, há milhares de empresas com seus sites e aplicativos e é por isso que o seu negócio precisa estar lá, assim, ele não se torna obsoleto.

Já que precisamos ficar em casa, aproveite o momento para transformar a sua marca. A digitalização se tornou essencial para as empresas sobreviverem em meio ao caos e, a meu ver, a presença no on-line é algo que tende a continuar crescente mesmo em mundo pós-pandêmico.

Ver diferentes segmentos cada vez mais engajados e lutando para sair dessa crise é algo que nos dá esperança. Seguimos em frente!

Luiz Felipe Grossi é CEO e cofundador do IBPD (Instituto Brasileiro de Presença Digital).

PALAVRA DO LEITOR
Hora de dar tchau! – 1
Assino embaixo a missiva da leitora ‘batateira’ Carla Simone Doti publicada neste prestigioso Diário (Mito – 1, dia 28) . Fora, Bolsonaro!
João Paulo de Oliveira
Diadema

Hora de dar tchau! – 2
De uma vez por todas e para sempre: Fora, Bolsonaro!
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)

Entrevista da Semana
Morador do bairro Vila Pauliceia, em São Bernardo, desde 1973, colaborador do jornal Voz de Mira, de Mira, Portugal, há mais de 40 anos e também colaborador do programa Portugal Trilha Nova, da Rádio Emissora ABC 1570 AM, então dirigido por Varela Leal, já falecido, tomo a liberdade de me dirigir ao amigo Ademir Medici para cumprimentá-lo pelo excelente trabalho a respeito do jornalista João Cassiano, 76 anos (Política, dia 29), cuja trajetória acompanhei por muitos anos nas páginas deste Diário. É mais uma das páginas do Diário a fazer parte dos meus arquivos, como fazem as referências ao Varela Leal, Mimi e outros.
José Grosso
São Bernardo

Genocídio
Genocídio é o extermínio deliberado, parcial ou total de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso. Aqui nesta Palavra do Leitor muitos chamam o ‘mito’ de ‘genocida’, mas, para mim, genocida é o ex-presidente, ex-presidiário, que com seus cumpanherus saquearam os cofres públicos, corrupção jamais vista neste País. Basta ler a página 3 de Setecidades. Sabe quem colocou essas pessoas assim? Quer que eu desenhe? Foram anos de corrupção! Esse dinheiro roubado deveria ser usado na saúde, nos hospitais públicos, na educação. Sabe como morrem milhares de pessoas nas filas de hospitais? Com falta de investimento, infraestrutura. Isso sim é genocídio. Pior ainda é querer que ele volte a governar nosso País. O novo presidente dos Estados Unidos também é genocida? Lá já morreram mais de 500 mil pessoas. Em outros países não é diferente. Então são todos genocidas? Maioria das pessoas enxerga só o que está à vista, não para para pensar. Com essas mortes todas acontecendo de uma só vez o povo fica apavorado, mas em outra época morreram até mais pessoas em filas de hospitais do que agora.
Breno Reginaldo Silva
Santo André

Desgoverno
A troca de ministros merece um questionamento, qual seja, é estratégia de governo ou confusão mental do presidente Bolsonaro? As demissões na área da Saúde, nas Relações Exteriores, a Defesa, enfim, ministérios de destaque e muita importância, criam sensação de desgoverno. Problema muito sério por certo.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Nada a comemorar
Os movimentos ministeriais do militarizado governo de Jair Bolsonaro, nesta semana, aumentaram a instabilidade política de forma perigosa e que ameaçam a já frágil estabilidade institucional. Bolsonaro parece estar colocando em prática seu sonho de poder absoluto. Ou não. Pode estar tentando reafirmar poder que já não tem para tomar suas decisões caseiras após a aliança com o Centrão. A mudança no Ministério da Defesa trouxe à luz uma divergência pouco salutar para a normalidade democrática porque evidenciou racha interno envolvendo dois entes institucionais – governo federal e Forças Armadas – que deveriam ser, por princípio, independentes, com cada qual cumprindo seu papel constitucional. Com Bolsonaro, isso acabou e mais parece que, além do governo, ele quer mandar nas Forças Armadas e, assim, cumprir planos erráticos. No pior momento da pandemia, quando chegamos a quase 310 mil mortos por Covid-19, o que se vê no governo de Bolsonaro gera apreensão e medo. É preciso pôr fim ao 31 de março de 1964.
Márcia Lia,
deputada Estadual

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