Palavra do Leitor

Clubhouse: criador de tendências?


 Hoje, o Clubhouse possui cerca de 2 milhões de usuários semanais, com muitas pessoas ainda aguardando convite. É, sem dúvida, o app (aplicativo) do momento. Mas, da mesma forma que muitos participam de bate-papos, também houve feedback (retorno) de que o app pode ser ladrão do tempo, com usuários passando horas até encontrarem boa fonte de informação. Mas o que há de tão quente nele?

Essencialmente, o aplicativo está dando às pessoas conversas estimulantes em um momento em que a pandemia nos forçou ao distanciamento físico. Ele está também, e isso é algo bastante único, democratizando o acesso a líderes inspiradores, celebridades e educação. Onde mais os usuários podem conversar com conhecidos investidores-anjos do Vale do Silício e ouvir magnatas da música? Então, o que a ascensão do Clubhouse significa para os profissionais de marketing? Com base no que sabemos, podemos ver possibilidades infinitas para alcançar públicos com conteúdo relevante e ter contato direto com eles. Agora, mais do que nunca, os consumidores esperam que as marcas sejam acessíveis e confiáveis. As empresas que se abrem para o formato interativo do Clubhouse provavelmente ganharão pontos na aposta de credibilidade com seus clientes e consumidores em potencial.

A plataforma claramente pode ser ferramenta poderosa para os profissionais de marketing, mas no mundo digital o sucesso tem seu preço. O alcance direto do Clubhouse ainda é pequeno se comparado com outras plataformas já estabelecidas, no entanto, quando o app decidir se tornar mainstream (fluxo principal) e se abrir para usuários e anunciantes, ele enfrentará desafios como moderação de conteúdo e poluição digital. Mas o que os usuários sentirão quando a plataforma perder seu apelo bruto e não filtrado? E como a ferramenta irá moderar o conteúdo de áudio? O app fez uma postagem sobre moderação, o que é bom começo. Porém, a orientação nesse ponto parece depender muito de indivíduos se comportando bem e seguindo as diretrizes estabelecidas, e menos da tecnologia para ajudá-los a gerenciar a moderação. Os integrantes do Clubhouse relatam conversas com líderes empresariais, de pensamento e celebridades. Onde mais os usuários podem ter essa experiência hoje? A resposta é em lugar nenhum.

Mas o sucesso a longo prazo dependerá da capacidade de atrair e reter usuários e de se expandir enquanto oferece algo único. Hoje a plataforma é exclusiva, o que adiciona um elemento de desejo. Mas onde estarão os usuários quando a oferta do Twitter Spaces for lançada e se o Facebook decidir por formato competitivo?

Alexandra Avelar é gerente geral da empresa Socialbakers.

PALAVRA DO LEITOR
Lava Jato

A decisão do ministro Edson Fachin que anula atos da Lava Jato, além de atribuir ao Moro parcialidade no processo, traz perplexidade a muita gente, pois os processos transitaram por três tribunais, além de terem passado pelo STF. Tribunais também são parciais? A Operação Lava Jato se constitui em modelo especial de investigação do crime organizado, composta de juiz, promotores e procuradores, mais a Polícia Federal, que se resume, em verdade, em força especial do Estado para salvá-lo de predadores. A qualificação de seus integrantes pressupõe a certeza de estarem agindo em conformidade aos parâmetros da lei. Eles não tinham muito tempo, a sangria dos cofres públicos se transcorria e a prova disso são os valores recuperados. A tese de que o juiz não pode ter contato com promotores e procuradores não se enquadra em operação de tal natureza, principalmente porque ali se enfrentava o crime organizado. E se não tivesse existido a Lava Jato, como estariam Petrobras, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Correios? Ou melhor, como estaria o nosso País?
Filogônio Rodrigues de Oliveira
Santo André

Esclarecendo
Semana passada li neste espaço missiva parabenizando Bolsonaro pelo aniversário (Meu presidente, dia 23). Esclarecendo: foi aplaudido por meia dúzia de inconsequentes, como ele; quer o Brasil melhor para a família dele; a facada foi fake news plantada pelo ‘gabinete do ódio’ para que o ‘mito’ pudesse fugir de debates, nos quais seria massacrado. Mas as piores colocações foram ‘entregando obras’ e que ‘não há corrupção’ neste governo. Meu Deus! Em que galáxia vive esse leitor? E termina dizendo que ‘o povo vai ao encontro de Bolsonaro com alegria e atenção’. Que povo? A meia dúzia de sem-cérebro que é paga para fazer festinha a cada aparição dele? É por causa de gente que pensa como esse senhor que o Brasil está nessa situação terrível. Acorda!
Abedias Barbato
São Caetano

Os culpados
Quando o PT estava no poder, tudo que acontecia no planeta era culpa do partido. Cansei de ler neste espaço cartas e mais cartas com críticas ferozes e até injustas. Parecia até que tinha um ‘time’ que combinava para que todos escrevessem com o mesmo tema, que era massacrando o partido. Mas o PT nunca fugiu das críticas, mesmo infundadas. Hoje não! Hoje tudo que acontece é culpa de alguém, nunca da incompetência de quem está no poder. Uma hora é culpa da Câmara Federal, outra é do Senado, do STF (Supremo Tribunal Federal) e por aí vai. E em outros momentos quem ‘paga o pato’ é o Willian Bonner, os comunistas, os médicos cubanos, o doutor Drauzio Varella, o governador João Doria, os jornais, revistas, TV e rádio, Lula, Dilma e, por fim, até Felipe Neto. O governo não tem culpa de nada, não sabe de nada e não resolve nada. Enquanto isso, toda a família é investigada por irregularidades. Nunca vi tantos adjetivos ruins em uma mesma gestão.
Suame Tenório
Ribeirão Pires

Agora são dois
Semana passada neste espaço pedi à Prefeitura de Santo André que tomasse providência quanto a cratera na Rua Paranapanema, esquina com a Carijós, na Vila Alzira (Buracos – 1, dia 21). Pois bem! Nada foi feito e volto aqui para dizer que agora existem dois buracos, um ao lado do outro. Vamos esperar algum acidente. Se faltar sorte haverá vítimas, talvez fatais. Daí, quem sabe, a Prefeitura se mexe. Esse deve ser o modus operandi (modo de operação).
Lukas Nokata Ayumi
Santo André

Tempos pesados
Neste momento de angústia, com milhares de mortes Brasil afora, precisamos lembrar que se não fosse por falta de inteligência do presidente da República hoje teríamos cerca de 11 mil médicos cubanos auxiliando no combate à Covid. Mas ele preferiu distribuir fake news. Não sei quem é pior, se ele ou quem nele acredita. Mas já pensou, querido eleitor dele, se precisar de transplante de algum órgão vital só porque você preferiu acreditar nele, na ivermectina e na cloroquina ao invés de especialistas? Tem mais: quando professores, artistas, ecologistas, cientistas e especialistas que querem salvar vidas são seus adversários e Ustra é seu exemplo, tenha certeza que alguma coisa deu muito errado na sua vida. E você continua defendendo esse tipo de pessoa! Enquanto isso, os Estados Unidos estão aplicando vacinas em cerca de 3 milhões de norte-americanos por dia. Sabe por quê? Porque eles mudaram o presidente. E os eleitores do ‘Bozo’ ainda temem que o Brasil vire a Venezuela. Só que, com a nossa situação, o restante do planeta tem medo é de virar um Brasil.
Sônia Marilha de Sá
São Caetano

Reconhecimento
Depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) apontou que houve parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no julgamento de Luiz Inácio Lula da Silva (Política, dia 24), acho que os defensores de Moro, aqueles que o chamavam de ‘herói’, que colocavam-no já como futuro presidente do Brasil, devem pedir desculpas à população brasileira. Com certeza seria bonito virem a esta democrática Palavra do Leitor e dizerem: ‘Olha, fui iludido pelas mentiras. Deveria ter me informado de maneira correta. Perdoem-me, errei’. Não custa nada ser humilde e admitir os erros. Daqui a uns dias, esses mesmos também terão de vir a esta coluna pedir perdão por votarem em outras pessoas erradas para cargos errados. Façam isso, e não cometam mais essas insanidades. Como leitora habitual, assim espero!
Monice Santacruz

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