Política

Casa Civil se compromete a interceder por permanência de IML em Diadema




Recém-nomeado chefe da Casa Civil do governo de João Doria (PSDB), o secretário estadual Cauê Macris (PSDB, deputado licenciado) prometeu interceder pela permanência do posto do IML (Instituto Médico-Legal) em Diadema, que está na iminência de fechar por decisão unilateral do Palácio dos Bandeirantes. A administração tucana, contudo, não sinalizou até agora hipótese de voltar atrás na avaliação de acabar com as atividades da unidade.

A pasta confirmou ontem ao Diário que o secretário se comprometeu com o deputado estadual Márcio da Farmácia (Podemos), único parlamentar com base na cidade, a entrar no debate. “O secretário sabe que essa otimização ocorre não apenas no Grande ABC, mas também em todo Estado. Ainda assim, se prontificou a realizar reunião com a superintendência da Polícia Civil para compreender a situação de Diadema, colocada pelo parlamentar”, informou a Casa Civil, por meio de nota. O Diário questionou o setor sobre a possível mudança na decisão, mas a pasta não respondeu esse aspecto central da demanda.

Nas redes sociais, Márcio disse que pediu ajuda para Macris a fim de reverter a situação, a princípio, ainda adversa. “Relatei o descontentamento dos munícipes com a possível saída do equipamento da cidade e informei sobre reuniões que tenho realizado com autoridades do município de Diadema. Informei ainda sobre a manifestação do Paço por meio de uma carta-proposta que prevê reformas e adequações às normas estabelecidas para a permanência do equipamento na cidade mediante acordo entre Estado e município. Após o relato, o secretário se comprometeu em marcar uma audiência com o superintendente da Polícia Técnico-Científica para que possamos elucidar o caso”, publicou o parlamentar.

O Diário revelou no início do mês que o governo paulista pegou a gestão do prefeito José de Filippi Júnior (PT) de surpresa ao comunicar o fechamento do IML na cidade e transferência da prestação dos serviços aos postos de São Bernardo. A medida foi justificada oficialmente como “otimização de recursos”, mas teria relação com eventual ampliação do equipamento na cidade vizinha.

O Paço, então, corre na tentativa de impedir o revés e prometeu reformar o local e encontrar outro prédio para instalar o equipamento.

A Câmara de Diadema também entrou no caso. Na semana passada, vereadores se reuniram com Márcio e pediram auxílio. A casa também aprovou requerimento em que provoca os outros cinco deputados estaduais com base na região (Carla Morando, PSDB; Coronel Nishikawa, PSL; Luiz Fernando Teixeira, Teonilio Barba, ambos do PT; e Thiago Auricchio, PL) a apelarem para que o Palácio dos Bandeirantes recue no caso. 

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