Palavra do Leitor

Palavra do leitor


No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, muitas discussões sobre a participação feminina nos espaços de poder se tornam comuns. Quando começamos a discutir esse tema, vemos que o caminho a ser percorrido ainda é longo. Nas eleições municipais de 2020, nove mulheres foram eleitas para ocupar cadeiras nos legislativos das sete cidades do Grande ABC. Mais estarrecedor ainda é ver que, se comparado ao pleito de 2016, o número praticamente dobrou. Somos 1,1 milhão de eleitoras, o que representa 53,2% do total. Mas a maioria de nossos representantes nos espaços de poder são homens. Infelizmente, não estamos acostumados com a participação feminina na política. O que devemos mudar. A legislação eleitoral (Lei 9.504/1997) determina que deve haver a reserva de 30% das candidaturas para um dos gêneros nas disputas das chapas proporcionais, mas só isso não é suficiente.

Basta ver diversos escândalos envolvendo mulheres que têm os nomes lançados como candidatas apenas para cumprir determinação legal. Participação feminina precisa ser efetiva. Batalha feminina por equidade e participação na política é antiga. Desde que conquistamos direito ao voto, em 1932, lutamos para fazer a diferença. Precisamos acabar com a ideia de que mulher não vota em mulher. Representação feminina nos poderes é preservação de direitos e avanços em discussões importantes sobre a realidade feminina. Se tivéssemos mais representatividade na política, temas como violência doméstica, apoio às empreendedoras e garantia de direitos estariam em níveis mais avançados de discussão. Por exemplo, a Lei Maria da Penha (11.340/06), que só se tornou realidade em 2006. Essa importante medida contra violência doméstica deveria ter sido feita e aprovada muito tempo antes, tendo em vista que, historicamente, a mulher sempre sofreu diversos tipos de abusos.

Demorou-se 18 anos – período entre a Constituição de 1988, que garante igualdade entre homens e mulheres – para que a vítima tivesse amparo legal contra seu agressor. Se traçarmos paralelo com o setor privado, veremos que a resposta para a pergunta anterior é ‘sim’. A Women Will, projeto feito pelo Google, mostra que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro poderia crescer em até 30% caso as mulheres participassem do mercado de trabalho na mesma proporção que os homens. Fato é que necessitamos de políticas públicas voltadas para igualdade de gênero e isso passa pelos espaços políticos. As mulheres precisam ter voz na política. A representatividade precisa acontecer em todos os níveis. Buscamos mundo mais justo e igualitário para as mulheres. O começo é na política com maior participação feminina.

Andréa Tartuce é presidente da subsecção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Santo André.

PALAVRA D LEITOR

Buracos – 1

 Quem desce a Rua Paranapanema, bem próximo ao cruzamento com a Rua Carijós, na Vila Alzira, em Santo André, dá ‘de cara’ com enorme buraco no asfalto, o que pode fazer com que os mais apressadinhos, além de terem seus veículos avariados, percam o controle e corram risco de causar algum acidente no local. Seria de bom-tom se os responsáveis fizessem esse reparo na via. Os usuários agradeceriam.

Lukas Nokata Ayumi

 Santo André

 

Buracos – 2 

 Alô, Prefeitura de Santo André! Precisa urgentemente mandar o setor responsável consertar verdadeiras crateras no asfalto da Rua Coimbra, próximo ao número 306, na Vila Pires. Essa é a rua do cemitério. Por favor, evitem de as pessoas terem duas decepções no mesmo dia, já que é o local de velórios e, também, pode ser de carros quebrados por causa dos buracos e do péssimo estado do asfalto. A via está ‘pela hora da morte’.

Sandro Carvalho

 Santo André

O pior! 

 O ministro Eduardo ‘Pezadello’, digo Pazuello, é mágico em relação aos números e perito em organização: quando assumiu o Ministério da Saúde – com o discurso de que era especialista em logística (tudo a ver com o cargo) – havia 14,8 mil mortes causadas pelo novo coronavírus no Brasil. Fez as trapalhadas – que são a marca deste governo genocida –, não trabalhou, recomendou cloroquina – a própria fabricante dizia que não servia para casos de Covid –, recusou vacinas e vai entregar o cargo com quase 280 mil vítimas fatais da doença. Tudo isso em menos de dez meses na cadeira de titular da pasta. A história jamais o esquecerá. Ficará marcado para sempre como o pior ministro do pior governo que o Brasil já teve.

Maurício Toffanelo

 Diadema

Telefonia e energia 

 Saíram os resultados de pesquisa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) que indica a satisfação do consumidor em relação às operadoras de telefonia. Mas nem precisava para saber que a TIM é uma das piores, senão a pior. Essa operadora não ‘pega’ bem, falha e suas promoções são ridículas, além de ser caríssima. Da mesma forma que não precisa de ranking para perceber que a Enel tem péssimo serviço e preços absurdos, quase nunca esclarecidos. 

Márcio Ednaldo Tombola

São Bernardo

Quebrado? 

 Ainda em relação à compra de mansão pelo filho de Bolsonaro, Flávio, o ‘01’, pergunto: se o PT ‘quebrou’ o Brasil, como pode o filho do presidente ter virado milionário a ponto de adquirir imóvel nesse valor? É realmente muito estranho! Ou as ‘rachadinhas’ explicam? Já sei, os bolsonaristas vão dizer que o pai ‘não sabia’. Enquanto isso, o auxílio emergencial, se for liberado, será de cerca de R$ 250. Ainda dizem os fanáticos pelo presidente que temos de torcer para o País dar certo. Como torcer com essa desigualdade e todas as falcatruas para beneficiar a família?

João Silva

 Ribeirão Pires

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