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Finalmente o lançamento do 'Snyder Cut'


Uma das grandes sagas cinematográficas modernas chegou ao fim. Não que uma poderosa franquia tenha sido encerrada ou que uma cinessérie popular finalmente esteja concluída. A questão da ‘saga’ está mais voltada para uma história repleta de incidentes em seu desenrolar. Pronto para movimentar nerds de todas as idades, Liga da Justiça de Zack Snyder deixou de ser uma lenda de bastidores para provar a existência de longa-metragem robusto em novidades que luta contra a desconfiança.

Apesar do nome em português, trata-se do famigerado Snyder Cut (corte do Snyder, em tradução), com a visão total que o diretor norte-americano teve para a versão live-action do grupo da DC Comics. Ele foi a principal mente criativa para o universo cinematográfico que a Warner Bros apresentou nas telonas – mesmo que novos filmes apareçam, caso de Mulher-Maravilha 1984 (2020), não levam em conta o que foi apresentado antes. Depois de comandar O Homem de Aço (2013) e Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), ele estava à frente de Liga da Justiça quando deixou a produção por causa de tragédia pessoal: o suicídio da filha Autumn. O filme foi finalizado por Joss Whedon (dos dois primeiros Vingadores, da Marvel Studios).

“A versão que chegou em 2017 funcionou como uma espécie de prelúdio para uma história maior. Assim, vimos apenas a formação da Liga da Justiça e seu embate com Lobo da Estepe, que é arauto de Darkseid, este sim dos maiores vilões da DC. Porém, o estúdio se desinteressou em produzir a saga depois que a aventura inicial foi bastante criticada”, explica Henrique Almeida, editor do Boletim Nerd (www.boletimnerd.com.br), especializado em universo pop, que acredita que o atual filme coloca a equipe nascida nas HQs outra vez em evidência.

O pacote do novo Liga da Justiça tem quatro horas de duração, divididas em seis capítulos. Na trama, figuras como o herói Caçador de Marte e o vilão Coringa marcam presença, Superman aparece com o noventista uniforme preto, Ciborgue tem papel bem importante para a manutenção do grupo e Darkseid surge como principal ameaça. Nada do que foi citado é considerado spoiler, uma vez que são informações discutidas abertamente pelo cineasta desde a confirmação do projeto. A obra foi liberada mundialmente na quinta-feira (18), com os brasileiros podendo assistir por meio de locação (R$ 49,90 por dois dias) em plataformas digitais até 7 de abril. Ele volta a ficar acessível em junho, quando o streaming HBO Max será lançado no País.

Cerca de US$ 70 milhões foram disponibilizados para Snyder para gastos em regravações e efeitos visuais adicionais. Grande parte do conteúdo dá sobrevida para cenas que já haviam sido gravadas e que não foram usadas antes. Segundo Almeida, o cineasta tem uma visão peculiar sobre o universo DC. “Parece gostar de uma atmosfera sombria para os heróis. Foi assim desde O Homem de Aço. E a DC realmente tem muitos quadrinhos com essa pegada dark, madura. Mas o maior problema do Snyder é forçar a barra na desconstrução de personagens como Superman e Batman.”

Entre dificuldades e incertezas, o corte final de Liga da Justiça promete impulsionar o número de assinantes do HBO Max pelo mundo, mas ficará marcado entre os nerds como o resultado de um apaixonado movimento virtual. “O lançamento do Snyder Cut realmente mostra a força dos fãs, que desejam ver o fim da saga idealizada pelo diretor e se solidarizaram com Snyder. Além disso, essa edição é uma boa sacada da Warner para entregar ao público um blockbuster como há tempos não se via (por causa da pandemia)”, comenta o jornalista.  

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