Palavra do Leitor

A esquerda e o pós-Bolsonaro


A chama da esperança voltou a iluminar e a aquecer mentes e corações do povo Brasil afora. Nossa gente se pôs a sonhar mais uma vez com País mais justo e igualitário. Assim como antes de 2002, as pessoas começaram a acreditar que um outro Brasil é possível. Que dá para concretizar sonhos, viver melhor, ter País com mais oportunidades para todos e todas, com mais respeito e sem intolerância. E o responsável por esse sentimento que tomou conta do Brasil chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, mais uma vez, é o farol para a imensa maioria do povo brasileiro.

A decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu todas as condenações do ex-juiz, e depois ministro de Bolsonaro, Sergio Moro contra o ex-presidente Lula reafirma o que sempre soubemos. Lula é inocente e vítima de uma das maiores perseguições jurídico-política-midiática já construída na história republicana brasileira – perseguição que o tirou da disputa presidencial em 2018, levando à eleição do genocida que hoje (des)governa o País.

A decisão de Fachin colocou Lula de volta ao jogo eleitoral, fortalecendo a posição do PT em particular, e da esquerda como um todo, na disputa de 2022. E já provocou abalos no miliciano e sua turma. Contudo, como militantes do PT e da esquerda, temos grande desafio, que começa ainda neste ano de 2021. É preciso que número cada vez maior de pessoas nos veja como a alternativa ao fascismo, à intolerância, ao desrespeito às diferenças, ao entreguismo das nossas riquezas e à pauperização do povo brasileiro representados por Bolsonaro e sua turma.

Temos que mostrar de forma muito clara que representamos o pós-bolsonarismo. Pós que renova e atualiza o que já tivemos durante os governos do PT no plano federal. País respeitado mundialmente, com povo orgulhoso e feliz. Para isso, temos de fortalecer o diálogo com trabalhadores e trabalhadoras, com o povo pobre esquecido pelo atual governo, com o povo negro, com a juventude, com a comunidade LGTBQIA+, com índios, com as mulheres, com ambientalistas, com servidores públicos, com profissionais da área da educação, segurança e saúde, enfim, com todos os segmentos da sociedade brasileira e fazer o debate necessário, mostrando o que é este governo que está aí e o que podemos construir juntos com governo liderado pela esquerda. Como já fizemos no passado recente.

Nos posicionar como contraponto ao que representa este governo fascista passa por mostrar ao povo brasileiro, de maneira cristalina, o porvir que representamos, o Brasil que voltaremos a construir juntos. Esta é a principal tarefa que cabe a cada militante da esquerda brasileira.

Luiz Marinho é presidente do PT-SP.


PALAVRA DO LEITOR

Maioral
Sou fã de carteirinha do cartunista Fernandes! Na charge publicada neste Diário (Opinião, ontem) deixa patente que ele é o maioral! Saudações ‘fernandesianas’ talentosas.
João Paulo de Oliveira
Diadema


Participemos!
A pandemia continua ceifando vidas. As portarias, decretos ou determinações governamentais não são suficientes para eliminar este grave problema. O importante é a participação da população. E isso não está acontecendo e, com isso, corremos o risco de muita contaminação. E o pior é sem que o sistema médico particular ou público tenha vagas para o atendimento. Portanto, o isolamento, uso de máscaras e álcool gel e evitar aglomerações são procedimentos essenciais.
Uriel Villas Boas
Santos (SP)


Dívidas
Além da dívida de R$ 1 bilhão deixada pelo antecessor Lauro Michels (Política, dia 16), este, quando assumiu a Prefeitura de Diadema pela primeira vez, herdou da gestão PT dívida de R$ 1,5 bilhão, a maior parte (R$1 bilhão) referente a uma demanda judicial movida pela Sabesp contra a Prefeitura, e cuja sentença já estava prestes a ser executada com a penhora das receitas, o que obrigou Michels a negociar com a estatal e municipalizar os serviços de saneamento básico no município, em troca do perdão da enorme dívida. Mas acredito que o prefeito José de Filippi Júnior tenha competência suficiente para encontrar meio de solucionar o problema.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema


Feriados
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, diante da tragédia desta pandemia, disse que não há o que fazer. E a solução apresentada foi antecipar feriados, forma de justificar o não uso dos transportes públicos. Vamos lembrar ao prefeito que ele prometeu uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Jabaquara para janeiro de 2021, a fim de desafogar o Hospital Saboya. Até hoje nada, a UPA está pronta, mas continua fechada, custando aos cofres municipais o valor de R$ 3,5 milhões por mês, pois não tem energia elétrica, segundo se comenta. Fala sério! Ser prefeito da maior cidade do País e não resolver um item tão simples é para desanimar mesmo. Os usuários do serviço de saúde que o digam.
Izabel Avallone
Capital


Liberdade
Em manifesto, ouvi o então deputado e constituinte Ulysses Guimarães dizer a frase ‘liberdade total’. A liberdade é o ápice da democracia, entretanto, não pode ser exercida de forma ilimitada. Tem que ter parâmetros sociais, morais, éticos e respeito às leis vigentes, sob a égide da educação, bons costumes e a vida de outrem. A excessiva liberdade, atrelada à impunidade, é a doença que está desestabilizando as nossas vidas, não só física, como psíquica, criando fobias e incertezas.
Octavio David Filho
Ribeirão Pires


Inerte
Enquanto Bolsonaro for o presidente a situação no Brasil só irá piorar. Precisamos urgentemente voltar a falar em impeachment.
Juvenal Avelino Suzélido
Jundiaí (SP)


Olimpio
O principal cabo eleitoral de Jair Bolsonaro no Estado de São Paulo, senador Major Olimpio, 58 anos, infelizmente morreu, outra vítima da Covid-19. É mais um digno brasileiro que entra nessa desoladora estatística, que Bolsonaro, desgraçadamente, insiste em duvidar dos números das mortes pelo País! E, ainda, este desalmado presidente tem a indignidade de chamar o vírus de ‘gripezinha’. E, não satisfeito, convoca a Nação a desrespeitar o uso de máscaras, o isolamento físico etc. Também se lixando a cumprir as regras protocolares contra a doença, o presidente gera aglomerações. Em meio a esse descaso do presidente, o Brasil assiste à morte de quase 300 mil de seus filhos. Assim como o senador Major Olimpio! À sua família as minhas sinceras condolências.
Paulo Panossian
São Carlos (SP) 

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