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Ao lado de outros 12 municípios, Consórcio pede que Estado decrete lockdown na Grande SP




Atualizada às 17h16

Os prefeitos das sete cidades do Grande ABC se reuniram na manhã desta quinta-feira (17) em reunião extraordinária do Consórcio Intermunicipal com os prefeitos das cidades do Consórcio Alto Tietê, que engloba os municípios de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel e Suzano, e decidiram em conjunto solicitar ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que decrete lockdown na Região Metropolitana e Capital por pelo menos sete dias.

Na visão dos prefeitos dos 19 municípios, a medida isolada não faz sentido, uma vez que toda região está interligada e para que o lockdown funcione é necessário que o transporte público seja suspenso, o que não é viável de maneira isolada. " Preferimos tentar sensibilizar o governador para que tome essa medida de maneira uniforme. Fizemos esse apelo porque a doença chegou a níveis muito altos. No caso de Santo André, ainda temos leitos e não deixamos ninguém sem atendimento, mas a taxa de ocupação é preocupante", explicou o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB).

O tucano declarou ainda que é contrário à medida tão extrema, mas diante do avanço exponencial da Covid-19, não enxerga outra possibilidade. " Observamos o crescimento da doença. Antes, a cada 10 pacientes, depois de uma semana de internação, sete iam para a casa. Agora, no mesmo período, a cada 10, seis vão para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). São as novas variantes que estão contaminando as pessoas. Sempre fui contra o lockdown, mas estamos vivendo um momento de ataque, de guerra", acrescentou.

Os municípios aguardarão o posicionamento do Estado até domingo. Caso Doria não acate a solicitação, uma nova reunião está previamente agendada para segunda-feira (22) na qual os prefeitos decidirão quais medidas para contenção do avanço da doença serão tomadas. Entre as possibilidades, está a antecipação de feriados, assim como fez o prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB).

Mais cedo,  Covas anunciou entre outras medidas para contenção da pandemia, a antecipação de cinco feriados (Corpus Christi, previsto para 3 de junho, e Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro) e três feriados municipais de 2022 (fundação de São Paulo, 25 de janeiro, Corpus Christi e Dia da Consciência Negra). Ele afirmou ainda que discute a antecipação do feriado estadual da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho. "Antecipamos para o dia 29, 30 e 31 de março e dia 1º de abril, juntando inclusive com o feriado nacional que temos dia 2, Sexta-feira Santa. Então termos um prazo que vai do dia 26 até o dia 4 de abril sem dia útil para poder exatamente forçar a cidade de São Paulo a parar. A cidade que nunca parou, a cidade que trabalha, a cidade que é a soma dos esforços de vários imigrantes precisa parar para que a gente não tenha mais casos como esse de pessoa que não consegue ser atendida e que vem a óbito por falta de atendimento ", declarou.

Sobre a solicitação dos municípios, o Governo de São Paulo informou que está aberto para o diálogo permanente e apoio aos 645  municípios do Estado. "O Plano São Paulo prevê integral autonomia para que prefeitos adotem medidas mais restritivas do que as normas estabelecidas pelo Estado. Dessa forma, as administrações municipais podem, a qualquer tempo, ampliar restrições de circulação e demais medidas da quarentena, sem depender de norma editada pelo Estado, de acordo com o cenário local de evolução da pandemia. A medida já foi adotada por municípios como Araraquara, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, com apoio do Governo de SP. Desde o início da pandemia, a Polícia Militar e a Vigilância Sanitária apoiam e acompanham as ações de fiscalização promovidas pelas prefeituras, de forma a resguardar o cumprimento das normas previstas nos decretos estaduais e municipais", acrescentou.

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