Setecidades

Com alta de casos, Volpi propõe discussão para lockdown nas sete cidades




O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PL), propõe um lockdown regional no Grande ABC. Com a alta constante de casos de Covid e a ocupação de 100% de leitos no hospital de campanha da cidade, Volpi afirmou que não existe outra solução para o problema que não seja aumentar ainda mais as restrições.

“Não tem mais o que ser feito, se não, vamos continuar a enxugar gelo”, disse ele, que sugeriu a medida ao presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB). De acordo com Volpi, ele deve consultar os outros prefeitos sobre o assunto.“Hoje (ontem) eu liguei para o presidente do Consórcio propondo uma discussão para que nós pudéssemos discutir isso em reunião conjunta”, disse.

A medida seria implantada segundo o exemplo de Araraquara, no Interior, que após registrar índices alarmantes, fechou as portas do comércio entre 21 de fevereiro e 2 de março. Após o decreto municipal, a taxa de transmissão diminuiu 50% na cidade, mas a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) continua em níveis altos (cerca de 94%) – já que os pacientes acometidos com a nova variante têm ficado internados por mais tempo.

De acordo com Volpi, Ribeirão tem média diária de 36 pessoas contaminadas nos últimos 12 dias. “As pessoas estão passando o vírus e eu não tenho como atender. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) tem hoje (ontem) 18 pacientes com Covid, é praticamente um hospital para tratar a doença. Nosso hospital de campanha está lotado”, desabafou. “Por isso, defendo a paralisação total durante alguns dias, mas não adianta eu fazer isso se Mauá não faz, por exemplo. É complicado.”

Porém, o intuito é que o fechamento seja realizado em dias escalonados. “Pode ser na sexta-feira, sábado e domingo, por exemplo. Uma semana depois, o número começa a cair e, ao invés de ter 36 casos, conseguiria ter 20. Isso ajudaria bastante a diminuir a pressão. Mas também é importante a conscientização da população. Não adianta ficar fazendo churrasco e promovendo aglomerações. Infelizmente, é uma questão cultural, as pessoas só conseguem entender a gravidade quando alguém próximo é infectado.” 

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